Paredes de Coura

A verdade é que Capitão Fausto cresceu

A verdade é que Capitão Fausto cresceu

São os meninos bonitos do rock português e as expectativas para Paredes de Coura eram altas. Os Capitão Fausto conseguiram encher o recinto do festival com uma facilidade contagiante.

Foi um regresso a Coura, depois de terem tocado neste festival em 2012, quando tinham lançado apenas um álbum, "Gazela". Em quatro anos contam-se mais dois: "Pesar o Sol" , em 2014, e o mais recente "Capitão Fausto têm os dias contados". Mas muita outra coisa mudou em quatro anos de banda.

O grupo liderado por Tomás Wallenstein cresceu também no número de pessoas que consegue reunir em concertos e o festim deste sábado, no palco maior do Vodafone Paredes de Coura, é disso prova.

É certo que a média de idades baixou em relação a outros concertos. Mas, mesmo sem torniquetes que garantam números exatos, este foi, até ao momento, o concerto mais concorrido ao final da tarde, em Paredes de Coura.

Num recinto que se preparara para dizer até para o ano - já há datas confirmadas para a edição de 2017 - foram vários os momentos festivos que o grupo proporcionou aos milhares de festivaleiros que se juntaram para os ouvir.

Músicas que nos convidam a recuar até ao limbo que separa a adolescência da vida adulta, num rock já desenvolvido, mas com uma ternura que conquista facilmente.

O dia é dedicado a músicas para sentar na relva, mas lá à frente, mesmo junto às teclas muitas vezes psicadélicas de Francisco Ferreira, o pó que levantava do chão era o reflexo do entusiasmo sentido.

Longe, muito longe de terem os dias contados, deram mais de uma hora de música em que não deu para ver o tempo a passar.