Londres

Morte da vocalista dos The Cranberries foi acidental

 foto Leonardo Negrão / Global Imagens

 foto Rui Oliveira/Global Imagens/Arquivo

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A morte de Dolores O'Riordan, vocalista dos "The Cranberries" encontrada sem vida num hotel de Londres em janeiro, foi "um trágico acidente, revelou, esta quinta-feira a investigação ao caso.

Depois de conhecidos os resultados das análises "post mortem" ao cadáver e da investigação policial, as autoridades britânicas concluíram que Dolores estava embriagada (com um nível de álcool no sangue quatro vezes superior ao limite para conduzir) e acabou por morrer afogada na banheira, quando tomava um banho, foi revelado, esta quinta-feira de manhã, num tribunal londrino, em Inglaterra.

Segundo o testemunho de um agente que esteve no quarto de hotel onde O'Riordan foi encontrada, a artista estaria com a boca e nariz debaixo de água quando a polícia entrou no quarto. No local, estavam cinco garrafas pequenas de bebidas alcoólicas e uma garrafa de champanhe vazias, bem como embalagens de medicamentos. As análises mostram que a cantora tinha apenas "doses terapêuticas" desses medicamentos no sangue.

Segundo a investigação, não havia no local qualquer nota de suicídio e nada na sua vida apontaria para que ela quisesse pôr termo à vida. A médica legista que que conduziu a sessão afirmou que a artista estaria com expectativas no futuro, quer no campo da música, quer na vida pessoal, e não tinha qualquer marca que indicasse que pretendia provocar ferimentos em si mesma. A artista estava em Londres para gravar música, antes de iniciar uma digressão.

A tese de suicídio foi levantada, por haver registo de uma nota de suicídio iniciada em 2017, numa altura em que Dolores tinha grandes problemas com álcool. O seu médico, que a viu uma semana antes da morte, garante que a artista mantinha a sobriedade por longos períodos, mas a sua relação com o álcool seria atribulada. Ainda assim, no tribunal de Westminster, em Londres, o veredito foi claro: "morte acidental".