Música

Aurea lança "Restart" esta sexta-feira

Aurea lança "Restart" esta sexta-feira

Ao terceiro disco, Aurea decidiu fazer uma espécie de recomeço, sem no entanto renegar as origens soul que a inspiram.

O novo registo de originais, "Restart", que a cantora define como "um trabalho com uma grande carga emocional", é a prova de que Aurea procura um lugar só seu sem nunca se desviar das origens que a inspiram, sejam o soul ou o jazz, sejam o pop ou o rock.

Desde 2012, ano em que lançou "Soul Note", que a artista não apresentava novas canções.

"Tive que parar. Para mim, fez algum sentido manter-me um pouco mais reservada em termos musicais. Aconteceram muitas cosias durante todo este tempo. Encerrei muitos capítulos, iniciei outros. Ciclos que temos durante a nossa vida. Acho que o tempo que passou foi importante para o meu crescimento e acho que essa maturidade se reflete um bocadinho neste novo trabalho".

"Restart", que chega às lojas esta sexta-feira, tem como produtores a baterista Cindy Blackman Santana e o baixista Jack Davies, que já trabalharam, entre outros, com Mike Jagger, Lenny Kravitz, Joss Stone ou Santana.

O sucessor de "Aurea" (2010) e "Soul Notes" (2012) foi gravado em Las Vegas, EUA.

A cantora explica o porquê destas escolhas com o facto de pretender "dar uma sonoridade diferente a este trabalho. Não queria ficar agarrada para sempre ao mesmo estilo. Até porque não gosto de rotinas. Achei que estava na altura de mudar qualquer coisinha. Não de o fazer radicalmente, como é óbvio. A minha essência continua lá. Apenas decidi trabalhar com novas pessoas, novos músicos, novos produtores e até novo local de gravação".

"Restart" assinala também a estreia da artista como compositora. Assina dois temas em parceria com Rui Ribeiro, ("Hold me in your arms" e "Saint and Sinners"). "Finalmente iniciei-me nestas lides. Era algo que me assustava porque sempre pensei que não tinha jeito para compor. O Rui Ribeiro é que me desafiou a ter um papel mais ativo na parte da composição. Agora acho que fiquei com esse bichinho".

Aurea, que abandonou o terceiro ano de estudos de Teatro, na Universidade, para se dedicar à música, confessa que foi apanhada de surpresa com o impacto positivo que o seu disco de estreia teve junto da crítica e do público. "Mas isso só me deu ânimo para continuar e trabalhar ainda com mais afinco".

Ao JN assegura que, quando se apresentar, dia 14 de maio, no Cinema São Jorge, em Lisboa, para aquele que será o concerto de apresentação de "Restart", continuará a subir ao palco descalça.

"Não se e trata de nada místico ou supersticioso. Canto descalça porque das vezes em que, antes dos discos, subi ao palco para cantar toda muito bem vestida e com sapatos de saltos altos, chegava a meio da atuação com dores nos pés. Nessa altura pensava mais nesse desconforto do que no que estava a cantar. Então decidi descalçar-me. Portanto, não há nenhum significado a não ser este. O de me sentir mais confortável".

E, ao JN, ainda revelou que chegou a cantar fado. "O meu pai era guitarrista de fado, acompanhava alguns fadistas e eu, por vezes, ia com ele. Cheguei a participar em algumas noite de fado, no Algarve. Mas fui ganhando uma vergonha tal e uma tal timidez a cantar fado, que desisti de o fazer em público. Acho que isto acontece por respeitar tanto o mundo do fado como o dos fadistas".

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