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Bienal de Gaia homenageia Zulmiro de Carvalho

Bienal de Gaia homenageia Zulmiro de Carvalho

A criação de um serviço educativo, o reforço da vertente multidisciplinar e a extensão à Galiza são as principais novidades da Bienal de Arte Gaia 2019, que vai decorrer entre os dias 20 de abril e 20 de julho.

O núcleo central da terceira edição vai estar localizado em Lever. Em três unidades fabris desativadas, ligadas à indústria têxtil, vão estar patentes ao público 14 exposições, incluindo "Territórios do vinho", "(Sub)Missão" e "Mínimo, máximo e assim assim". comissariadas, respetivamente, por Manuel Novaes Cabral, Filipe Rodrigues e Fátima Lambert.

A antecipação do certame teve por objetivo, segundo o diretor da Bienal de Gaia, Agostinho Santos, "chegar de forma mais efetiva à comunidade escolar", objetivo que esteve na origem da criação de um serviço educativo.

Com Zulmiro de Carvalho como artista homenageado desta edição, a Bienal de Gaia vai estender-se a mais sete concelhos portugueses (Alfândega da Fé, Gondomar, Viana do Castelo, Seia, Estremoz, Braga e Monção) através de polos expositivos. É também nesta edição que a bienal ensaia uma primeira tentativa de internacionalização, com uma extensão a Vigo, que quer ver reforçada daqui a dois anos, na próxima edição, em que os Artistas de Gaia, entidade organizadora, comemoram 35 anos.

Aos três prémios internacionais criados, com um valor pecuniário global de 15 mil euros, candidataram-se mais de duas centenas de artistas, oriundos de 13 países. Os trabalhos dos finalistas vão dar origem a uma exposição coletiva.

Tudo somado, Agostinho Santos acredita que esta "aposta na qualidade" vai traduzir-se na "consolidação definitiva" do certame e de Gaia como "cidade das artes".