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De Baião e do Douro, um Porto e um branco

De Baião e do Douro, um Porto e um branco

Dois vinhos que servem dois propósitos: o consumo imediato e a reserva na garrafeira

Eis dois vinhos de duas regiões às quais estou ligado emocional e profissionalmente.

O primeiro é de Baião, sub-região situada na zona de transição entre os Vinhos Verdes e os Vinhos do Douro. É uma região cheia de potencial para se produzir vinhos brancos, com seriedade, apetência gastronómica e longevidade em garrafa. Os vinhos são conhecidos pela casta avesso, o seu berço.

Covela Edição Nacional Avesso | Branco | 2017 | PVP: 7,99€

O vinho escolhido é o Covela Edição Nacional Avesso branco. Produzido pela Lima & Smith e com enologia de Rui Cunha. Esta Quinta tem feito um excelente trabalho com a casta avesso, trabalhando-a tanto a solo como em lote. A sua viticultura é em modo biológico, solos graníticos com vinhas expostas a sul em cota baixa. É um bom exemplar da casta, sem estágio em madeira, mostrando esta variedade na sua forma mais crua. Nariz subtil e sério e a marcar a presença na boca. Aconselharia guardar algumas garrafas para acompanhar a sua evolução e perceber o potencial do avesso.

Quinta da Água Alta | Porto Vintage | 2016 | PVP.: 55€

Escolhi também o vinho português de maior notoriedade internacional e que os portugueses finalmente parecem estar a valorizar - o Vinho do Porto. Da região do Douro, escolhi um Porto Vintage da produtora Luísa Vieira de Sousa. Empresa familiar, tem na sua base vinhas de excelência. Com várias Quintas na sub-região do Cima Corgo, obtém um bom equilíbrio nos seus vinhos. Neste caso, é um Vinho do Porto da Quinta da Água Alta Porto Vintage 2016.

As vinhas da Quinta da Água Alta ficam no Ferrão, com exposição sul e a uma altitude média de 300 metros. Os solos são muitíssimo pobres e pedregosos. É um vinho que sobressai pela sua profundidade e complexidade. Vintage a sério, cheio de estrutura, taninos bem presentes, nariz fechado a mostrar potencial para a cave. Para acompanhar um queijo intenso de pasta mole. Neste vinho, sim, é obrigatório guardar garrafas por 20, 40 ou 60 anos!


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