óbito

"É uma dor que fica", diz o músico Carlos Martins

"É uma dor que fica", diz o músico Carlos Martins

Um dos primeiros músicos com quem o pianista Bernardo Sassetti trabalhou, no começo da carreira, foi o saxofonista Carlos Martins, que o descreveu, esta sexta-feira, como um intérprete "que parecia que tinha vindo de outro planeta".

Bernardo Sassetti, 41 anos, foi encontrado sem vida na quinta-feira, na zona de Cascais.

"Começou a tocar comigo quando tinha 17 anos. Era um miúdo muito sensível, muito particular, fora de todos os cânones das pessoas que tocavam nessa altura música em Portugal", disse Carlos Martins.

Bernardo Sassetti entrou em vários discos de Carlos Martins e ambos tinham planeado voltar a colaborar, referiu o saxofonista. "É uma dor que fica".

Bernardo Sassetti, que completaria 42 anos em junho, estava ligado ao universo do jazz português, mas colaborou sempre com músicos de outras latitudes artísticas, como Carlos do Carmo e Da Weasel.

A par da música, manteve sempre uma ligação estreita com a fotografia e a imagem, que dizia serem vitais para a composição.

Escreveu música para cinema, para filmes como "Alice", de Marco Martins, "O talentoso Mr. Ripley", de Anthony Minghella, "A costa dos murmúrios", de Margarida Cardoso, e "98 octanas", de Fernando Lopes.

Mário Laginha, Pedro Burmester, Perico Sambeat, Alexandre Frazão, Carlos Barretto, Guy Barker e Paquito D'Rivera são alguns dos músicos com quem trabalhou.

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