Televisão

"Euphoria" da HBO é vida adolescente sem medo de chocar

"Euphoria" da HBO é vida adolescente sem medo de chocar

Polémica série da HBO sobre os traumas da vida adolescente estreia esta segunda-feiraem Portugal

Cavalgando a onda de séries para a Geração Z - e a atriz protagonista, a popular Zendaya, parece ter sido escolhida pelo destino -, a HBO colocou o seu habitual "twist"de perversão e choque em "Euphoria", a nova aposta do canal norte-americano, que estreia amanhã na HBO Portugal. Não há vampiros nem cabeças decepadas, mas a consternação costuma ser menos violenta com a exibição de violência do que com a mistura de adolescentes com redes sociais, nudez, práticas sexuais fora do comum, cenas de violação e uso de drogas. Só nos primeiros episódios, que o JN já viu, há tudo isso.

Nada que tenha perturbado Zendaya, atriz e cantora nascida na Disney, e uma das heroínas "teen" da atualidade, que tem dimensão mundial suficiente para liderar uma produção deste nível e a sua reputação de menina perfeita em risco com a participação nesta história.

Adaptação de um programa israelita homónimo, "Euphoria" é uma das séries deste verão que mais expectativa e polémica está a gerar, porque não faz compromissos na forma como reflete, através dos olhos de Rue, uma rapariga de 17 anos, sobre os obstáculos da vida social adolescente moderna. "Acho que é chocante apenas se não for a tua experiência. Não é por não te ter acontecido a ti que significa que não aconteça todos os dias", diz Zendaya, em declarações a que o JN teve acesso em exclusivo. "Há quem vá dizer: "aquilo aconteceu-me. E acho que a série vai permitir lembrar às pessoas que não estão sozinhas, que nem todos sabem o que andam a fazer e que estamos todos a tentar fazer o melhor que pudermos".

"Trainspotting" sobre adolescentes ou uma forma bruta de explorar os novos e sombrios traumas dos jovens, "Euphoria" coloca, no mínimo, questões pertinentes.