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Francisco Ribeiro edita "A junção do bem"

Francisco Ribeiro edita "A junção do bem"

O músico Francisco Ribeiro editou esta semana o álbum "A junção do bem", gravado com a Orquestra Nacional do Porto, que assinala o seu regresso em nome próprio à música portuguesa, depois da saída dos Madredeus.

Francisco Ribeiro, um dos fundadores dos Madredeus, criou os Desiderata, um projecto de música contemporânea portuguesa para voz e orquestra que edita o álbum "A junção do bem", com a participação de vários convidados portugueses e estrangeiros.

O álbum foi gravado em Setembro, em Almada, e na Casa da Música, no Porto, com a Orquestra Nacional do Porto, sob a direcção do maestro inglês Mark Stephenson, ao lado das cantoras Natália Casanova (dos Diva), Filipa Pais e Tanya Taqaq, do guitarrista José Peixoto e do fadista José Perdigão.

Os 14 temas são da autoria de Francisco Ribeiro e a escrita das letras foi partilhada com Ana Sofia Cid e Ana Luísa Collaço.

O concerto de apresentação do álbum, e do octeto que acompanhará Francisco Ribeiro em palco, está marcado para 5 de Dezembro no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, embora o espectáculo com toda a formação que participou na gravação esteja reservado para o Verão de 2010 na Casa da Música, no Porto.

"A junção do bem" "não é um projecto fácil de música convencional. É difícil qualificar o trabalho e fico contentíssimo por isso, porque significa que demonstra originalidade", disse o violoncelista e compositor .

Os 14 temas do álbum inscrevem-se numa tradição "de música contemporânea/clássica", sem perderem a ligação a uma ideia de portugalidade e com reminiscências do fado, da cultura mediterrânica e moçárabe.

Há ainda um património partilhado com os Madredeus e audível em temas como "Alma do mar", interpretado por Natália Casanova, "Soave" e "Obsessão cigana".

Alguns dos temas são o resultado de esboços, de ideias que Francisco Ribeiro foi coleccionando ao longo dos anos, como "Soave", a partir de um improviso com Teresa Salgueiro gravado em Sintra.

Francisco Ribeiro resume "A junção do bem" como "uma ode ao amor", mesmo que os temas falem de obsessão, de problemas ambientais, da perda e da saudade.

O músico assume este novo projecto, aos 43 anos, como o relançar de uma carreira iniciada há mais de duas décadas e visível sobretudo com os Madredeus.

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