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O 'regresso' da mítica "Ribeira Negra"

O 'regresso' da mítica "Ribeira Negra"

A Santa Casa da Misericórdia do Porto, em colaboração com o Lugar do Desenho - Fundação Júlio Resende, inaugurou esta sexta-feira a exposição "Ribeira Negra - Genealogia e Processo", que resulta dos estudos e dos materiais que o artista Júlio Resende fez e utilizou na altura da construção do projeto "Ribeira Negra".

Na apresentação da exposição esteve o Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, António Tavares, explicando que a mostra marca "um momento importantíssimo, que é o centenário do nosso querido Júlio Resende" e realçou a cooperação e a parceria entre as duas instituições envolvidas, que pretende continuar a desenvolver.

Na exposição estão presentes alguns estudos e trabalhos de Júlio Resende, desde 1979 até 1986, que foram sempre feitos em ateliê e que ilustram o processo que o artista desenvolveu para criar a obra "Ribeira Negra". O público pode ficar ainda a conhecer os materiais utilizados na construção e algumas peças em cerâmica, que queimaram ou partiram, "mas que permitem que fiquemos a perceber como é que o painel foi construído", explica Vítor Costa, representante da Fundação Júlio Resende. Estão presentes também dois elementos de multimédia, um vídeo e slides de fotografias, que permitem "ver o processo de execução de Júlio Resende".

"O Resende teve sempre o Douro como tema no seu trabalho, ligou-se ao povo, à figura e à expressão. E isso vai permitir ver, nos muitos desenhos que aqui estão, certos pormenores. É o mercado, são as escadas, as grades, as crianças a nadar, a tirar roupa, a vestir roupa, e muito mais temas que se pode ver a desenvolver aqui na galeria", realça Vítor Costa.

A exposição "Ribeira Negra - Genealogia e Processo" está patente até 18 de maio no MMIPO - Museu e Igreja da Misericórdia do Porto.