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O único seguro para o património é a segurança

O único seguro para o património é a segurança

Os seguros comerciais não são aplicáveis ao acervo dos museus e monumentos nacionais sob tutela do Estado.

Em caso de catástrofe, "o melhor seguro são as medidas de proteção, conservação e segurança", explica Luís Raposo, presidente do Conselho Internacional de Museus da Europa (ICOM - Europa), a maior organização internacional do setor. Um acidente "é o impensável, mas está tudo pensado para quando ocorrer", garante a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

A criação de um seguro para todas as peças e património públicos seria incomportável do ponto de vista dos orçamentos dos museus e da disponibilidade financeira dos estados. "Qual é o Orçamento do Estado que fazia um seguro permanente, anual, para os "Painéis de São Vicente de Fora", de Nuno Gonçalves, ou para as "Tentações de Santo Antão", de Bosch, que podem ser visitados no Museu Nacional de Arte Antiga?Temos de apostar nos mais altos "standards" de segurança, já que a lógica de o Estado se segurar a si mesmo é comum à grande maioria, se não a todos os museus da Europa", observa ´Luís Raposo.