Literatura

Os escritores portugueses estão mais atrevidos

Os escritores portugueses estão mais atrevidos

"Quando um dia for casada e tiver um filho, vou fazer uma sopa de peixe com o leite das minhas mamas". À conta de passagens como esta, escrita por José Rodrigues dos Santos no romance "O Códex 632", a suspeita ganhou foros de quase certeza entre leitores, escritores e editores, como já sintetizou o crítico literário Pedro Mexia: "Um dos traumas da ficção portuguesa é o sexo foleiro". "Há dezenas e dezenas de páginas de sexo foleiro nos romances portugueses", defendeu.

Qual, afinal, a grande dificuldade de escrever sobre sexo de forma convincente? José Riço Direitinho, que publicou há poucas semanas "O escuro que te ilumina", romance definido como "pornográfico, brutal, perigoso e inclassificável", garante que a tarefa é árdua. "Depressa a mão escorrega para o ordinareco, para a escrita vulgar, para a piada estafada. É sempre preciso encontrar um tom digno e depois mantê-lo, o que não é uma coisa fácil", explica.

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