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Património teatral em vias de extinção

Património teatral em vias de extinção

A questão repete-se uma e outra vez quando a precariedade bate à porta das estruturas artísticas: que destino dar aos acervos? Recentemente, foram vários os casos sem solução vindos a público.

Quando João Fiadeiro pôs fim à RE.AL, no final do mês passado, deparou-se com o problema e apesar de a Câmara de Lisboa lhe ter cedido um espaço, no Polo das Gaivotas, para acondicionar o arquivo construído ao longo de três décadas, o coreógrafo revelou, numa em entrevista à Lusa, a sua insatisfação. "Não há nenhum lugar apropriado. Mesmo que queira doar esse espólio, para que possa ser tratado e disponibilizado para investigadores. É uma falha do sistema de inscrição e de atenção, que não existe."

Problema semelhante teve a Seiva Trupe. A histórica companhia do Porto acabou por fazer um regime de comodato com uma empresa de guarda-roupa para cinema. É a única parte do espólio intacta, já que os cenários foram destruídos.