BANDA DESENHADA

Pedro Couceiro acelera nos quadradinhos

Pedro Couceiro acelera nos quadradinhos

A vida do piloto português Pedro Couceiro vai ser contada aos quadradinhos, como forma de assinalar os 25 anos de carreira, recentemente comemorados. Apesar de já haver responsáveis, o projecto só deverá ser concretizado no final de 2009.

O objectivo da obra é dar a conhecer aos jovens um pouco da vida de Couceiro, mostrando que, apesar de momentos de frustração e de incerteza, foi possível realizar alguns dos seus sonhos de criança.

Esta será, aliás, a linha condutora da obra, como explicou o desportista. "Quando era mais pequeno quis ser futebolista, nadador, ginasta olímpico ou cantor, e foram os sucessos e insucessos das minhas escolhas que me foram fazendo crescer e acreditar em novas metas. Quando tive a possibilidade de ser piloto, foi a sonhar que fui criando novas oportunidades e acabei por chegar onde nunca tinha pensado", diz. E acrescenta: "Na minha vida, os sonhos têm-se vindo a sobrepor uns aos outros e são eles que me fazem acreditar que de tudo somos capazes e que nunca devemos desistir". O projecto foi entregue a Hugo Jesus, responsável pelo argumento, sob a supervisão do próprio Couceiro, e a Rui Ricardo, que fará os desenhos, no seu regresso à BD depois de "Superfuzz" (Devir), uma série no mundo da música, originalmente publicada no semanário "Blitz".

Ao JN, Jesus revelou que a biografia de Couceiro será desenvolvida num registo que combina factos reais com algum humor, aligeirando a carga inerente daqueles e tornando-a uma leitura atractiva e divertida.

O argumento já está parcialmente escrito e Rui Ricardo trabalha agora no grafismo e enquadramento a adoptar nas 48 pranchas do livro, que terá o formato tradicional franco-belga e deverá ser editado em Novembro de 2009.

Pedro Couceiro, nascido em 1970, embaixador da UNICEF, não é o primeiro piloto a passar da velocidade para os quadradinhos, pois o mesmo aconteceu, a outro nível, com Ayrton Senna, nas histórias infantis do "Senninha", para não falar nos muitos pilotos reais (entre os quais o também português Pedro Lamy) que, ao longo de décadas, passaram pelas páginas de ficção de Michel Vaillant, o mais famoso piloto da BD, criado por Jean Graton em 1957.

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