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Rui Veloso: "No Porto aprendi tudo o que faço"

Rui Veloso: "No Porto aprendi tudo o que faço"

Já escreveu mais de 200 músicas, sempre com o Porto no coração e com o coração ao pé da boca. Rui Veloso, homem grande da música portuguesa, não gosta de que lhe chamem mestre nem lhe interessa ser referência. Recusa o método da indústria da cultura atual, que cria "artistas em tudo", e garante ao JN: "Não existe uma fórmula para fazer uma música de sucesso."

O Porto/Post/Doc passou esta semana um filme sobre o Chico Fininho, personagem do Porto que o Rui Veloso imortalizou. Viu o filme?

Aquela malta do filme é toda minha amiga. Só não conhecia o Vítor Norte, que era um puto na altura. É um filme sem guião. O realizador, Sério Fernandes, ia dizendo para fazerem o que quisessem. É um documento de época e foi um bocado um aproveitamento da onda do Chico Fininho, que foi uma coisa maluca. O disco "Ar de Rock" (1980) foi uma explosão. Portanto, ele foi ali tentar tirar nabos da púcara. Mas foi algo improvisado. É giro porque se vê o Iodo, uma discoteca que havia em Francelos. E vê-se a Foz, o Porto da altura.