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Um palavrão ajuda a fazer um best-seller?

Um palavrão ajuda a fazer um best-seller?

Se percorreu as montras e os escaparates das livrarias nos últimos tempos, já se deve ter deparado decerto com títulos obscenos. Dos manuais de autoajuda aos livros de dieta, passando por romances ou obras de gestão e até de etiqueta, há palavrões para vários (maus) gostos.

O motivo deste desbragamento linguístico não se deve ao facto de os editores portugueses terem contraído repentinamente a conhecida síndrome de Tourette (transtorno neurológico que, entre outras manifestações, se traduz pela profusão de palavrões), mas sim por algo mais prosaico.

Desde que, em janeiro do ano passado, chegou às livrarias o manual de autoajuda "A arte subtil de dizer que se f*da", de Mark Manson, e os leitores portugueses reagiram com entusiasmo ao livro - continua nos tops ao fim de mais de 18 meses -, não têm faltado outras tentativas de explorar um filão que, curiosamente, se iniciou com um livro... infantil. Foi em 2011 que Adam Mansbach publicou "Vai dormir, f*da-se", que chegou a ter uma versão em audiolivro, narrada por Nuno Markl.