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Vampire Weekend e Gossip no segundo dia do NOS Alive

Vampire Weekend e Gossip no segundo dia do NOS Alive

Ao segundo dia do NOS Alive, o passeio marítimo de Algés recebe os Vampire Weekend, cabeças de cartaz, e o regresso dos Gossip. As portas do recinto já abriram.

Depois de uma noite onde foram recordados êxitos dos anos 80 e 90 com The Cure e Ornatos Violeta, entre outros, é a vez de Vampire Weekend subir ao palco principal do maior festival deste ano em Portugal.

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"Father of the Bride" é o álbum que os nova iorquinos trazem na bagagem para Oeiras. O quarto disco de originais dos Vampire Weekend marca o regresso aos novos temas depois do negro "Modern Vampires of the City", de 2013, e testemunha uma nova mudança no rumo artístico de um dos conjuntos mais importantes do indie rock do séc. XXI.

Desde logo porque é o primeiro disco sem o "todo poderoso" produtor Rostam Batmanglij. Depois, porque é um disco mais desinibido, cheio de contrastes onde o experimentalismo também tem lugar. Aliás, ali há lugar para um pouco de tudo, desde o pop barroco ao R&B ou country, de letra pesada e direta, numa vasta abrangência de estilos que podiam fazer deste "Father of the Bride" um disco para esquecer. Não é, contudo, pois quando é ouvido ganha forma e a crítica tem sido unânime nos elogios.

No palco principal há ainda Gossip, a fechar a noite, naquele que é o regresso da controversa Beth Ditto com a banda norteamericana. Juntaram-se novamente para uma tour após três anos de paragem em que Beth Ditto se dedicou à carreira a solo e à sua linha de roupa. Ela rasga os cânones da beleza tradicional e é conhecida por não ter qualquer tipo de preconceito em relação ao seu peso ou homossexualidade.

Em palco, Beth Ditto vai ser irreverente, como sempre, de revolta na voz potente e, quiçá, no insulto direto a tudo o que não lhe agrada. No NOS Alive, os Gossip celebram os 10 anos do vibrante álbum "Music For Men", onde constam êxitos como "Heavy Cross".

Destaque, ainda no segundo dia, para os lendários Primal Scream, para a diva jamaicana Grace Jones, para o psicadelismo de rock lo-fi de Tash Sultana e para a eletrónica de Cut Copy. Isto, para além de Greta Van Fleet, um quinteto cuja música em tudo se assemelha a Led Zeppelin.