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Vampire Weekend revisitaram 13 anos de carreira e já têm regresso marcado

Vampire Weekend revisitaram 13 anos de carreira e já têm regresso marcado

Apesar de terem editado em maio o álbum "Father of the Bride", os Vampire Weekend atuaram sexta-feira à noite à noite no NOS Alive com um alinhamento equilibrado que revisitou os 13 anos de carreira dos nova-iorquinos. Regressam a Lisboa em novembro.

O cenário foi montado para mostrar o disco novo, o interessantíssimo "Father of the Bride", lançado em maio após um interregno de seis anos sem novos discos. No palco até estava um exemplar gigante do globo azul e verde que se vê na capa da coletânea recente, mas nenhum dos álbuns anteriores ficou discriminado, numa atuação com cerca de hora e meia marcada pelo equilíbrio e por ocasionais momentos de apatia do público. Este em menor número que na enchente do primeiro dia, com The Cure.

Foi a partir de "Harmony Hall", a meio do concerto, que o trio de Nova Iorque (ao vivo são sete) começou a despertar o público. O single do novo disco toca e repete em quase tudo o que é rádio portuguesa e os festivaleiros do passeio marítimo de Algés refletiram-no. O que não retira beleza ao tema, antes o engrandece ao vivo, pois marcou a viragem para um espetáculo mais animado até ao fim.

"Diane Young", do aclamado Modern Vampires of the City (2013), foi o tema que se seguiu e as constantes danças ajudaram a aquecer o ambiente que que esfriava, não só pelo público mas também pela temperatura junto ao Tejo.

Já todos estavam quentes quando veio a famosíssima "A-Punk", do álbum que tem o nome da banda, lançado em 2008. Aqui houve copos no ar, mais umas quantas filas converteram-se à dança e as luzes brancas piscavam de forma incessante, mostrando por milésimos de segundo os rostos de felicidade dos mais aficionados.

Depois houve novo período calmo, com "Campus" e "Hanna Hunt", esta dedicada ao fã cujo nome ninguém sabe mas que pediu o tema no Instagram. Seguiu-se o momento de elogio a Portugal. "Ainda não acabamos mas este é um concerto para os livros. Sabe bem voltar tantos anos depois", disse Ezra Koenig. O vocalista é meia banda. Ele e a sua companheira Epiphone Sheraton II amarelada cujo som agudo catita é tão característico de Vampire Weekend.

Surpreendem de seguida com a simultaneamente bela e psicadélica "Jokerman", original de Bob Dylan, e Ezra volta a novo momento de diálogo com o público, desta feita em jeito de promessa: "Prometemos que da próxima vez que viermos cá não vai ser daqui a seis anos". Nem daqui a seis meses, como se percebeu no fim, mas já lá vamos.

A terminar, dois temas do "Modern Vampires od the City". "Worship You" aparece acompanhada de globos insufláveis iguais ao que estava na decoração do palco, e "Ya Hey" cantada com fulgor antes da despedida.

Mal acabou o concerto, apareceu o anúncio nos ecrãs laterais: Vampire Weekend regressam a Lisboa a 26 de novembro para um concerto no coliseu. Já só faltam quatro meses e meio.

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