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Vilar de Mouros teve 46 mil pessoas e já tem datas para o próximo ano

Vilar de Mouros teve 46 mil pessoas e já tem datas para o próximo ano

O festival EDP Vilar de Mouros, que termina este sábado na aldeia homónima do concelho de Caminha, recebeu 46 mil pessoas ao longo de três dias, mais 16 mil que no ano passado e mais público estrangeiro. Para o ano, acontece de 27 a 29 de agosto.

O balanço feito esta noite pelas quatro entidades envolvidas na organização é "super positivo", disse Diogo Marques, da empresa Surprise & Expectation, que tem acordo com a Câmara de Caminha e Junta de Vilar de Mouros para a realização do festival até 2021.

No primeiro dia, anteontem, passaram por Vilar de Mouros 14 mil pessoas, ontem foram 18 500 (lotação esgotada) e, hoje, novamente 14 mil. Esta foi, como prometido antes de acontecer, a maior edição de sempre do maior festival da Península Ibérica, que teve a primeira edição em 1965.

Pelos números e discursos, parecem não haver dúvidas sobre a continuidade do festival para lá de 2021. "Essa questão acabou", vincou Miguel Alves, presidente da Câmara, satisfeito com o "enorme" e "potentíssimo" cartaz da edição deste ano.

Carlos Alves, presidente da Junta de Vilar de Mouros, corrobora a intenção de manter a parceria: "Este festival tem uma aceitação muito grande e um grande potencial, jamais poderá ser interrompido como outrora aconteceu". A representante da EDP, empresa que dá o nome ao evento, prometeu regressar para o ano, pois esta é "uma aposta ganha da marca", com uma forte componente "de descentralização".

Este projeto português que é a nova vida de Vilar de Mouros internacionalizou-se mais e conquistou "mais cinco por cento de público estrangeiro" do que na edição passada. Dos 46 mil festivaleiros, "cerca de 20 por cento" são de fora do país, nomeadamente de 18 nacionalidades, com natural enfoque no público espanhol. "Até no Irão vendemos bilhetes. Meus amigos, se chegamos até ao Irão podemos chegar a qualquer parte do mundo", congratulou-se o autarca Miguel Alves.

Para o próximo ano há "mais responsabilidade" e um festival que acontece de 27 a 29 de agosto "dentro do mesmo ADN", concluiu Diogo Marques.