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Vinhos: Tradição e modernidade

Vinhos: Tradição e modernidade

Vinhos que respeitam a região, as vinhas e as pessoas que nelas trabalham

Quando falamos de vinho, não podemos falar apenas do processo que foi utilizado, da técnica escolhida, da vinificação ou do estágio que teve. Temos também de falar da história que está por detrás da marca, das pessoas que tratam as terras como se de filhos se tratassem, da tradição de uma região e da paixão com que se trabalha neste mundo dos vinhos. Quem é produtor sabe que viver do vinho não é fácil e é preciso realmente gostar daquilo que se faz.

E somos postos à prova todos os dias, com o crescimento e a evolução que o vinho tem vindo a assumir nos últimos tempos. É isso que fascina, o desafio de criar algo diferente, algo que sobressaia. O vinho por vezes segue regras e determinados parâmetros, seguindo modas. Mas mais do que seguir modas, acho que é importante sermos continuamente fiéis ao projeto, à região e, acima de tudo, a nós próprios, à filosofia em que acreditamos e nos baseamos. Essa honestidade é importante.

Decidi escolher dois vinhos que conheci há um ano e que me ficaram na memória.

Boango Tinto | Adega artesanal | 2013 | 10€

O primeiro vinho provei-o no Simplesmente Vinho 2018 e foi uma surpresa bastante agradável. Trata-se do Boango Tinto 2013 de Adega Artesanal, um projeto pessoal de Hugo Silva, que cria vinhos modernos, mas produzidos de forma tradicional, com métodos antigos, que acima de tudo respeitam a região e a ligação entre as pessoas e as suas vinhas. Este vinho apresenta uma cor púrpura intensa, no aroma tem notas de fruta madura, ameixa, algum mentol e baunilha. No paladar é suave, fresco e equilibrado, com taninos redondos e com um final de boca longo e persistente.

Pequenos Rebentos Vinhas Velhas Loureiro | Márcio Lopes Winemaker | 2017 | 18€

O segundo vinho é do meu amigo Márcio Lopes. Conheci o Márcio há um ano, numa das apresentações de portfolio do nosso importador em Londres. Deu-me a provar os seus vinhos, e houve um que me ficou no paladar, o Pequenos Rebentos Vinhas Velhas Loureiro 2017. Com uma cor amarela esverdeada, apresenta-se fresco e muito expressivo na boca, com uma acidez muito firme, onde claramente se percebe o potencial de envelhecimento, com um final de boca persistente e alguma doçura a prolongar a prova.

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