Não foi só a Livraria Lello

J. K. Rowling não olha a fronteiras: desmentiu vários mitos sobre locais da saga Harry Potter

J. K. Rowling não olha a fronteiras: desmentiu vários mitos sobre locais da saga Harry Potter

O universo de fãs de Harry Potter foi apanhado de surpresa esta quinta-feira, quando J. K. Rowling, autora da saga, decidiu desmentir vários locais que supostamente a tinha inspirado durante a escrita. Os mitos desfeitos pela escritora tiveram destaque em todo o mundo. E não foi só a Livraria Lello, no Porto, a padecer deste "mal".

Em tempo de pandemia, J. K. Rowling fez capa este sábado de um dos mais importantes jornais britânicos, o "The Times". E porquê? No final desta semana, a escritora decidiu desmentir no Twitter alguns dos locais que durante anos se apregoava terem servido de inspiração à escrita de "Harry Potter". Quase 13 anos após a publicação do último livro da saga, os fãs continuam a gostar de qualquer pormenor que envolva a história do jovem feiticeiro. Mas houve muitos que ficaram desiludidos.

Além da Livraria Lello, no Porto, que J. K. Rowling garante nunca ter visitado durante o tempo que viveu na cidade portuguesa, houve outros locais que saíram também do radar da saga. Um deles foi o café "Elephant House", em Edimburgo, na Escócia (onde reside atualmente), cujo site oficial ainda mantém a descrição de "espaço de inspiração para escritores como J. K. Rowling". Segundo o estabelecimento, a escritora começou a escrever ali alguns dos seus livros enquanto "olhava para o castelo de Edimburgo". Este seria portanto o "local de nascimento" de Harry Potter". Mas J. K. Rowling não tem a mesma versão dos factos.

"Eu escrevi o Harry Potter muitos anos antes, ainda nem sequer tinha posto os pés neste café ["Elephant House"], portanto não é o local de nascimento", afirmou no Twitter. E adiantou mais pormenores: foi num apartamento alugado de Clapham Junction, em Londres, que "os primeiros tijolos de Hogwarts [a escola de magia] foram colocados". J. K. Rowling quis ser ainda mais explícita: a primeira ideia desta história só aconteceu numa viagem de comboio entre Manchester e Londres. Após ter dito que nunca visitara a Livraria Lello, no Porto, a escritora descansou os fãs portugueses e admitiu que escreveu no Café Majestic, na mesma cidade.

Também na Escócia, existiam muitos rumores sobre se Hogwarts, a escola de magia de Harry Potter, teria sido inspirada em escolas de Edimburgo, algo que a escritora disse ser "100% falso". Outro dos mitos arruinados por J. K. Rowling foi o facto de se dizer (inclusive em visitas guiadas) que há um parquímetro, também em Edimburgo, usado pela própria durante a escrita do livro "Harry Potter e os Talismãs da Morte". Ao que ela respondeu: "Eu não sei conduzir".

Já na Inglaterra, há outro local que bem poderia ser a tela de Hogwarts, mas não é: Shambles, uma rua antiga de York, na Inglaterra. Durante anos, este local foi tido como a " Diagon Alley" da vida real, a zona comercial onde os jovens feiticeiros de Hogwarts iam comprar os materiais (como poções e varinhas) para as aulas. A escritora voltou a entristecer os fãs: "bem, parece que tenho um problema entre mãos, porque eu nunca vi ou visitei Shambles".

Muitos dos locais e instituições (como a livraria Lello) ainda não prestaram qualquer comentário sobre os tweets de J. K. Rowling. A exceção foi a rua antiga de York. Um dos órgãos de turismo de Yorkshire pediu uma campanha para trazer a escritora até Shambles e Anna Perrett, conselheira do Partido Trabalhista em Heworth (York) desafiou a escritora a visitar aquele local quando fosse seguro viajar.

Por enquanto será necessário esperar para saber se uma das escritoras mais bem ricas do mundo desfiará mais novelos sobre a saga que apaixonou milhares em todo o mundo. "Divirto-me sempre com a ideia de que Hogwarts foi diretamente inspirada por locais bonitos que vi ou visitei, porque isso está muito longe da verdade", concluiu a escritora.

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