Cultura

João Mota aceitou dirigir Teatro D. Maria II

João Mota aceitou dirigir Teatro D. Maria II

"Aceitei. E vou tentar. Mesmo contando com muito pouco dinheiro". Foi com estas as palavras que o actor e encenador João Mota confirmou ao JN que tinha aceite o convite para assumir a direcção artística do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, sucedendo assim ao demitido Diogo Infante .

"Vou tentar. Este foi um verbo que aprendi com o Peter Brook e que nunca mais esqueci. No fundo, vou voltar ao teatro onde me estreei e onde acabei por ficar dez anos", confessou o fundador da Comuna - Teatro de Pesquisa.

João Mota lembrou que nos últimos anos têm sido várias as vezes que voltou ao Teatro Nacional D. Maria II (TNDMII), sobretudo no papel de encenador. "Assim aconteceu no tempo do Carlos Avilez, do Carlos Fragateiro e mesmo agora, com o Diogo Infante. Foi já sob a sua direcção que encenei "O Camareiro", peça protagonizada por Ruy de Carvalho e Virgílio Castelo. Para a próxima temporada, tínhamos pensado que iria fazer o "Cyrano de Bregerac", de Hector Savinien. Mas agora sei que tal não é possível. Não há dinheiro. Se bem que a programação prevista até Fevereiro esteja assegurada".

João Mota admitiu que ainda está tudo muito embrionário e que só daqui para a frente irá pensar de forma mais aturada no que irá fazer.

"Claro que tudo será sempre diferente porque cada director artístico tem uma maneira de estar e de ser também diferentes. Pelo meu lado, com o trabalho que tenho feito na Comuna, estou muito ligado á educação e vou tentar também esse lado. A Comuna começou antes do 25 Abril sem subsídios. Bem sei que não se pode comparar o trabalho ali desenvolvido com o TNDMII. Mas, ao nível de luta, do querer essa energia, esse prazer de estar no teatro, continuo a sentir exactamente a mesma coisa. Por isso, aceitei e vou tentar".

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