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Livrarias independentes revoltadas com discriminação

Livrarias independentes revoltadas com discriminação

Há 52 anos à frente da Livraria Rosa D'Ouro, em Bragança, Casimiro Fernandes acreditou até muito recentemente que já tinha assistido a muitas vicissitudes na venda de livros. Mas, "na reta final" da sua atividade, o livreiro de 76 anos esperaria tudo menos um confinamento tão duro, interpretado como "um convite para fecharmos de vez as portas".

"Há dias em que o negócio se resume à venda de um lápis e uma ou outra fotocópia. Como é que pago aos quatro funcionários com estes poucos cêntimos?", questiona o livreiro, excluído dos programas de apoio em virtude de a queda do volume de vendas no ano passado ter sido um pouco inferior à exigida.

A preocupação de Casimiro Fernandes é a mesma dos mais de 80 estabelecimentos que integram a Rede de Livrarias Independentes (RELI), incrédulos com o facto de terem sido os únicos não incluídos no desconfinamento do livro.

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