Arte do Dia

Mania das grandezas

Napoleão Bonaparte dizia que "a religião é o único impeditivo para que os pobres matem os ricos". Num 17 de maio decidiu anexar os estados papais.

O filme "As roupas novas do imperador" é um drama histórico britânico de 2001, adaptado do romance de Simon Leys, " A morte de Napoleão". Após a batalha de Waterloo, amigos fiéis do imperador deposto Napoleão Bonaparte contratam um sósia para ficar no seu lugar, em exílio na ilha de Santa Helena. Enquanto o impostor vive luxuosamente na ilha, o verdadeiro Napoleão volta a Paris para tentar retomar o trono.

Aqui pode ver o filme completo:

Um dos maiores casos de impostores é também o do grande artista Sandro Boticelli, que foi até ao século passado creditado como o autor da pintura "Madonna of the veil". Mas em 1994, uma equipa de investigadores analisou a obra e descobriu que muitos pigmentos e materiais utilizados nela não existiam na época do pintor, mas apenas 350 anos após sua morte. Soube-se então que a pintura era de um notório falsificador chamado Umberto Giunti, que atuou na década de 1920. A National Gallery, em Londres, conta a história do quadro .

Este episódio não obscurece a grandeza do trabalho de Sandro Boticelli, falecido neste dia em 1510, que tem inúmeras obras primas renascentistas ligadas à Igreja e à religião. Pode ver aqui a lista das grandes obras, a maioria delas depositada na Galleria di Uffizi , em Florença.

Ainda no registo das grandes obras religiosas, o Cristo Rei de Almada cumpre hoje 62 anos. Foi inaugurado oficialmente a 17 de maio de 1959. A estátua de 25 metros concebida pelo arquiteto António Lino foi uma ideia do cardeal Cerejeira que, numa visita ao Rio de Janeiro, ao ver o Cristo Redentor no Corcovado, decidiu que Portugal também deveria ter um. O monumento é uma homenagem à paz que Portugal gozou durante a II Guerra Mundial, ao manter-se neutral.

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Ao falar do Corcovado é impossível não lembrar um verso de Tom Jobim: "Da janela vê-se o Corcovado, o Redentor que lindo" . Aqui, a versão de João Gilberto.

E falar do Brasil e de Itália é sinónimo de lembrar a escritora Zélia Gattai, falecida neste dia em 2008. A sua obra "Anarquistas, graças a Deus", de 1979 devia ser de leitura obrigatória. Aqui pode comprar o livro.

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