Rogério Samora

Reações à morte de "um dos mais carismáticos atores da sua geração"

Reações à morte de "um dos mais carismáticos atores da sua geração"

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou esta quarta-feira a "morte precoce" de Rogério Samora, considerando "uma grande perda" para o público português de "um dos mais carismáticos atores da sua geração" e que "deixou marca". O primeiro-ministro já enviou as condolências à família e tanto a SIC como a TVI já reagiram a esta perda nacional.

"A morte precoce de Rogério Samora, um dos mais carismáticos atores da sua geração, é uma grande perda para os seus familiares e amigos, mas também para o público português de teatro, cinema e televisão, que nele encontrou, há décadas, um intérprete de eleição", refere Marcelo Rebelo de Sousa, através de uma nota publicada no site da Presidência.

Rogério Samora, que estava em coma desde agosto, depois de ter sofrido uma paragem cardiorrespiratória nas gravações da telenovela "Amor, Amor", em exibição na SIC, morreu esta segunda-feira, segundo a SIC, no Hospital Amadora-Sintra, para onde tinha sido transportado na segunda-feira.

O chefe de Estado envia as suas "sentidas condolências" à família e amigos de Rogério Samora, que considera "uma presença forte, afirmativa, um ator que deixou marca, em particular no registo por natureza mais perene, que é o do cinema".

"O que permitirá às gerações futuras entender a admiração e a estima que por ele tiveram os espectadores do nosso tempo", defende também.

Apontando que foi "uma das mais constantes presenças em séries e telenovelas, somando ao reconhecimento a popularidade", o Presidente lembra ainda que "Rogério Samora fez teatro nos anos 80, com Filipe La Féria e Carlos Avilez, tendo trabalhado também com João Lourenço e Luís Miguel Cintra, entre outros; filmou com Manoel de Oliveira, José Fonseca e Costa, António-Pedro Vasconcelos, João Botelho ou Miguel Gomes, tendo-se notabilizado no «Delfim» de Fernando Lopes, onde encarou com brilhantismo um arquétipo do homem português de outras épocas já fora de época".

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António Costa lamenta perda de "um dos mais destacados atores portugueses"

O primeiro-ministro, António Costa, lamentou esta quarta-feira a morte do ator Rogério Samora, que classificou como "um dos mais destacados atores portugueses", enviando as condolências à sua família e amigos, atarvés da sua conta da rede social Twitter.

SIC e TVI lamentam morte de um "homem e ator notável"

Os canais de televisão SIC e TVI lamentaram a morte do ator Rogério Samora, hoje aos 63 anos, cuja carreira esteve ligada a ambos, com a participação em telenovelas e séries como "Jornalistas", "Amor Amor", "Equador" e "Fascínios".

A SIC, em comunicado, lamenta a morte de Rogério Samora, "um homem e ator notável, com um talento ímpar na arte de representar".

"Vivemos momentos felizes e inesquecíveis, que ficarão para sempre na memória de todos", refere a estação, destacando várias séries e telenovelas exibidas na SIC cujos elencos Rogério Samora integrou, como "Jornalistas", "O Jogo", "Rosa Fogo", "Mar Salgado", "Amor Maior", "Nazaré" e "Amor Amor".

A TVI, também em comunicado, refere ter recebido "com grande pesar" a notícia da morte de Rogério Samora.

Recordando que o ator integrou projetos exibidos na TVI como "Flor do Mar", "Equador" ou "Fascínios", a estação de Queluz de Baixo salienta que Rogério Samora foi "sempre muito acarinhado pelos colegas".

"A sua falta será para sempre sentida", garante.

Governo recorda "um dos mais completos atores da sua geração"

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, lamentou "profundamente" a morte do ator Rogério Samora, hoje aos 63 anos, recordando-o como "um dos mais completos atores da sua geração".

Numa série de publicações na conta oficial do Ministério da Cultura no Twitter, Graça Fonseca salienta que, "numa carreira que o tornou uma presença permanente junto do público português, seja no teatro, no cinema ou na televisão, o talento de Rogério Samora fê-lo destacar-se como um dos mais completos atores da sua geração".

"Na sua voz e nos seus gestos, as complexidades, os matizes e as contradições da natureza humana ganhavam uma dimensão única, que o público português e os seus pares sempre reconheceram", lê-se numa das publicações.

Rogério Samora contava mais de 40 anos de carreira, com um percurso marcado pela participação em dezenas de telenovelas e outras produções televisivas, como "Nazaré" e "Mar Salgado", da SIC, "Flor do Mar" ou "Fascínios", da TVI, depois de se ter estreado em televisão, na RTP, em 1982, em "Vila Faia".

O percurso de Rogério Samora teve, porém, início no teatro, na antiga Casa da Comédia, e apresenta alguns dos seus mais importantes papéis no cinema, em filmes de Fernando Lopes e de Manoel de Oliveira.

Nascido em Lisboa, em 28 de outubro de 1958, fez o curso de Teatro do Conservatório Nacional, e estreou-se no final da década de 1970, na peça "A Paixão Segundo Pier Paolo Pasolini", de René Kalisky, levada a cena na Casa da Comédia, sob a direção de Filipe La Féria. O desempenho valeu-lhe o seu primeiro prémio, em 1981, o de Ator Revelação, da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro.

Carlos Avilez: A morte de "ator extraordinário" empobrece o teatro

O diretor artístico do Teatro Experimental de Cascais (TEC), Carlos Avilez, lamentou esta quarta-feira a morte de Rogério Samora, considerando que a morte deste ator "extraordinário deixa o teatro mais pobre".

"Lamento profundamente a morte de Rogério Samora embora soubéssemos que estava gravemente doente", disse Carlos Avilez que sublinhou ter tido com ele uma grande amizade, já que o conheceu ainda antes de ser ator.

"Era uma amizade de muitos anos, que fez comigo, entre outros trabalhos, um protagonista absoluto numa peça na Gulbenkian e o 'Erros meus, má fortuna, amor ardente', de Natália Correia, por indicação da própria", disse.

Nessa peça de Natália Correio, "Rogério Samora era extraordinário, era brilhante como sempre o era em tudo que fazia", sublinhou Carlos Avilez à agência Lusa.

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