Política Cultural

Mário Barreiros nomeado pelo Ministério da Cultura para repensar Casa da Música

Mário Barreiros nomeado pelo Ministério da Cultura para repensar Casa da Música

O músico Mário Barreiros foi nomeado pelo ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva para integrar grupo de reflexão sobre a Casa da Música.

"É um músico, é do Porto e tem uma visão bastante eclética da música", justificou Pedro Adão e Silva ao jornal "Público" que avançou a notícia esta quinta-feira. O ministério da Cultura passa a ter dois representantes no recém-criado grupo de reflexão sobre a Casa da Música. Mário Barreiros junta-se a Fernando Freire de Sousa, representante da tutela junto da administração.

O grupo de reflexão, cuja constituição ainda não é pública, tem até 31 de março, data do próximo Conselho de Fundadores, para formular uma série de propostas de revisão e governação da instituição.

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Natural do Porto, Mário Barreiros estudou bateria e guitarra como autodidata, tendo integrado, apenas com oito anos de idade, o grupo Mini-Pop, formado pelo seu pai. Frequentou o conservatório de Música do Porto e em 1978, com o fim do grupo descobriu o Jazz. As suas primeiras atuações como baterista de Jazz aconteceram em Lisboa, no Hot Clube, e em 1981 surgiu integrado no Quarteto de Rão Kyao juntamente com António Pinho Vargas e José Eduardo.

O músico fez parte do Quinteto de Maria João, Quarteto de António Pinho Vargas, Sexteto de Jazz de Lisboa, Quarteto de Mário Laginha, Cool Jazz Orchestra (de Pedro Abrunhosa) e tocou entre outros, com Andy Sheppard, David Liebman, Frank Lacy, John Stubblefield, David Schnitter, Al Grey, Perico Sambeat e Wayne Shorter.

Mário Barreiros foi ainda um dos fundadores do grupo Jafumega e do Sexteto de Mário Barreiros. Foi guitarrista de Rui Veloso e os Optimistas e de Pedro Abrunhosa & Bandemónio. Participou em Festivais em Portugal, Espanha, França, Itália, Bélgica, Suiça, Macau, Inglaterra, Canadá, EUA e Brasil. Além da sua atividade como guitarrista e produtor, integra o Quarteto de Carlos Barretto, juntamente com Perico Sambeat e Bernardo Sassetti.

Uma das críticas de que a Casa da Música tem sido alvo é o peso excessivo da música clássica, em detrimento de outras linguagens. Com um percurso tão diverso Mário Barreiros poderá ser a personalidade adequada para a discussão.

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