"Cortes profundos"

CNN avança com "centenas" de despedimentos que afetarão colaboradores da estação

CNN avança com "centenas" de despedimentos que afetarão colaboradores da estação

A estação de televisão norte-americana CNN divulgou, esta quarta-feira, que vai avançar com "centenas" de despedimentos nos seus quadros, incluindo colaboradores, na sequência de "cortes profundos" na empresa que já tinham sido antecipados pelo presidente Chris ​​​​​​​Licht.

Numa nota interna, o responsável da estação de televisão referiu que "um número limitado de pessoas" seria informado hoje das demissões, principalmente colaboradores remunerados, enquanto "os funcionários afetados serão notificados" esta quinta-feira, de acordo com um artigo da CNN.

"É incrivelmente difícil dizer adeus a qualquer membro da equipa da CNN, quanto mais a muitos. Descrevi recentemente este processo como um murro no estômago, porque sei que muitos de nós nos sentimos assim", destacou o CEO da estação na mesma nota.

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Chris Licht acrescentou que os demitidos serão informados através de uma reunião presencial ou por videoconferência "dependendo do local", embora não especifique se refere a trabalhadores dentro ou fora dos Estados Unidos.

A CNN junta-se assim a outras empresas que dependem de receitas publicitárias que também anunciaram despedimentos ou congelaram as suas contratações, embora neste caso influencie a situação económica específica da WarnerMedia, proprietária deste meio.

A WarnerMedia fundiu-se com a Discovery no início do ano, operação onde assumiu "dívidas de biliões de dólares" e após a qual a CNN tomou medidas profundas para reduzir custos, como encerrar o seu serviço de "streaming" 'CNN +' um mês depois da sua apresentação.

A CNN, que tem cerca de 4.000 funcionários em todo o mundo, faz parte do grupo Warner Bros Discovery, que registou um prejuízo líquido acumulado de 5.260 milhões de dólares (cerca de 5.000 milhões de euros) nos primeiros nove meses de 2022 e desde o início do ano perdeu metade do valor de mercado das suas ações.

Embora a empresa-mãe não forneça dados separados da CNN, a estação observa no seu artigo sobre as demissões que continua "a obter lucros de centenas de milhões de dólares".

No final de agosto, a empresa S&P Market Intelligence estimou que os lucros da estação este ano cairiam para 956 milhões de dólares (cerca de 923 milhões de euros).

Licht tem promovido uma transformação corporativa desde que substituiu o veterano Jeff Zucker, depois deste ter violado as políticas da empresa ao não divulgar que estava num relacionamento com outra diretora da casa, o que levou à sua demissão em fevereiro.

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