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Conselho Geral Independente manifesta "preocupação" com situação da RTP

Conselho Geral Independente manifesta "preocupação" com situação da RTP

O Conselho Geral Independente (CGI) manifestou esta quarta-feira a sua "profunda preocupação" pela situação recente na RTP e espera que a administração proponha "com celeridade" uma nova direção de informação que "mantenha, no essencial, a orientação" seguida pela anterior.

Em comunicado, o órgão que supervisiona a administração da RTP "manifesta a sua profunda preocupação pela situação recentemente criada na empresa, que levou a que Direção de Informação da televisão", liderada por Maria Flor Pedroso, "tenha posto o seu lugar à disposição do Conselho de Administração".

O CGI "espera que o Conselho de Administração possa propor, com celeridade e no interesse da empresa, uma nova Direção de Informação que mantenha, no essencial, a orientação que a anterior Direção vinha a seguir, a qual correspondeu ao modelo de serviço público definido pela Lei da Televisão".

O Conselho Geral Independente considera "desejável que a nova direção de informação a ser empossada estruture, da forma mais adequada à execução rigorosa do seu projeto informativo, os mecanismos internos que garantam unidade e coerência da estrutura de informação, e evitem situações fortemente lesivas da RTP, como as que recentemente tiveram lugar".

O órgão "considera que o trabalho desenvolvido pela direção de informação [cessante] correspondeu às linhas de orientação estratégicas que, a seu tempo, o CGI definiu para o serviço público de informação televisiva" e que, "ao longo de 2019, a informação da RTP distinguiu-se pela independência, equilíbrio e neutralidade informativa".

Salienta ainda que "a preocupação com estes valores assumida pela direção de informação foi manifesta na exemplar cobertura das campanhas eleitorais de 2019".

Refere igualmente que "não compete ao CGI, nos termos da Lei da Televisão, pronunciar-se sobre 'matérias que envolvam autonomia e responsabilidade editorial pela informação', competência que 'pertence, direta e exclusivamente, ao diretor de informação'", mas "cabe-lhe, todavia, assegurar que a informação da RTP se adequa, com rigor, às linhas de orientação estratégica que definiu, numa das quais se defende uma informação 'independente de todo o tipo de poderes' e 'tendo como base critérios editoriais rigorosos e eticamente irrepreensíveis, sem concessões ao populismo mediático'".

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