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Governo sombra: Presenças rendem milhares de euros

Governo sombra: Presenças rendem milhares de euros

Programas no exterior vão continuar na SIC, canal onde se estreia esta sexta-feira. TVI cobrava em média 15 mil euros para sair de estúdio.

Ricardo Araújo Pereira regressa esta sexta-feira à antena da SIC e leva com ele o "Governo sombra", que mantém na TSF onde foi lançado no universo radiofónico em 2008. O programa de debate sobre a atualidade com registo humorístico estreia esta noite naquela estação com Ricardo ao lado dos cúmplices de sempre, Pedro Mexia, João Miguel Tavares e Carlos Vaz Marques (que foi quem os juntou). Isto depois de anos a fio na TVI que assumiu a transmissão televisiva do programa em 2012 primeiro na TVI24. E também tirou proveito das produções fora de portas.

São muitas as vezes que o formato sai de estúdio por solicitação de organismos públicos e privados e a TVI cobrava em média 15 mil euros pelas produções no exterior.

Em maio de 2018, por exemplo, foi gravado em Bragança, no âmbito da IV Festival Literário. Em contrapartida, o Município local pagou 11 093 euros. Na mesma altura, a Câmara da Sertã, em parceria com diversas empresas do concelho, também contratou o "Governo sombra" por 10 081 euros, a propósito das Comemorações do Primeiro Centenário do Nascimento do Padre Manuel Antunes.

Óbidos, Albergaria-a-Velha, Arcos de Valdevez ou Póvoa de Varzim foram outras autarquias que investiram no formato, sendo que a última foi quem mais gastou (15 mil euros), segundo o portal Base onde se registam todos os ajustes diretos.

Entre outros contratos mais recentes, destaque para o realizado com a Universidade de Coimbra (16 800 euros) ou com a Freguesia de Fátima (16 008,13 euros). Todos os valores foram acrescidos de IVA à taxa máxima, ou seja, 23%.

Contactada pelo JN, fonte da SIC adiantou que o "Governo sombra" continua disponível para gravar no exterior, explicando que "os interessados podem ligar para a linha de atendimento e daí serão encaminhados para o departamento certo".

Nos últimos anos, as mais diversas ofertas televisivas têm sido aposta das regiões como estratégia de promoção e o famoso painel não é exceção. Mas, para já, é dentro de portas que a ironia vai continuar com a garantia dada por Ricardo Araújo Pereira que, mesmo em nova casa, "vai ser a mesma fantochada".

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