Estudo

"Jornal de Notícias" entre as marcas de informação em quem os leitores mais confiam

"Jornal de Notícias" entre as marcas de informação em quem os leitores mais confiam

Portugal está entre os países que mais confiam nas notícias publicadas por meios de comunicação, apesar de o público desconfiar e temer a disseminação de notícias falsas através das redes sociais. Entre as marcas mais usadas e de maior confiança, está o "Jornal de Notícias", revela o estudo "Digital News Report", do Reuters Institute for the Study of Journalism, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com o Instituto Superior de Ciência do Trabalho e da Empresa (ISCTE).

No questionário elaborado em Portugal, 62% dos inquiridos responderam confiar nas notícias, revelando maior desconfiança (48%) em informações obtidas a partir de pesquisas em motores de buscar. Ainda menos inquiridos (29%) disseram confiar nas informações disseminadas através de redes sociais.

Entre os consumidores de informação que reconhecem as marcas sobre as quais se está a fazer o questionário, o "Jornal de Notícias" recebeu uma pontuação de 7.16 (numa escala de zero a dez), colocando-o quase a par com o diário "Público" (7.20) e acima dos outros diários nacionais, bem como da televisão TVI, rádio Antena 1 ou o "Jornal de Negócios". No final da lista, com 4,96, encontra-se o jornal do grupo Cofina "Correio da Manhã". Já entre os consumidores da marca, o "Jornal de Notícias" sobe a pontuação para 7.70.

Quando questionados sobre as fontes de informação online utilizadas na semana anterior, 25% dos inquiridos disseram ter consultado o "Jornal de Notícias", colocando o nosso site no topo dos jornais em Portugal, à frente de marcas como o "Público", "Expresso", "Observador" e "Correio da Manhã".

O estudo também incidiu sobre o consumo de televisão, rádio e jornais impressos, revelando que, em Portugal, o pequeno ecrã continua a ter um papel determinante nos hábitos de consumo de notícias, com as três televisões generalistas a dominarem os primeiros lugares do ranking. Logo a seguir, e no topo da consulta de informação nos jornais, surge o "Jornal de Notícias", com 26% das pessoas a revelarem terem lido o JN na última semana.

No texto de análise aos resultados do estudo, os investigadores salientam uma possível contradição nos consumidores de informação portugueses, que se dizem preocupados com notícias falsas, notícias tendenciosas e agendas escondidas, mas que, no fim de contas, se encontram em primeiro lugar (entre os países estudados) quanto à confiança nos meios de informação. Os cidadãos "expressam preocupações com a qualidade do jornalismo, mas mantêm-se fiéis aos jornalistas e marcas em que mais confiam", explicam.

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