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Morreu Augusto Cid, o cavaleiro do cartoon

Morreu Augusto Cid, o cavaleiro do cartoon

O cartoonista Augusto Cid faleceu esta quinta-feira, aos 77 anos. Com mais de 40 anos de colaboração regular na imprensa, dedicou-se também à escultura e à publicidade.

A provocação era a imagem de marca do traço de Cid, nome artístico de Augusto José de Matos Sobral Cid, nascido na ilha açoriana da Horta em 1941. Os retratos de políticos como Mário Soares ou Álvaro Cunhal tornaram-no conhecido junto dos leitores de jornais das últimas décadas. E foram muitos os periódicos nos quais escreveu ao longo dos tempos, como "Semanário", "O Independente", "O Observador" ou "Sol".

Cid foi o único autor português a vencer o Grande Prémio do Porto Cartoon. Conquistou o galardão em 2008, com uma ilustração em que satirizava o presidente chinês, que transportava uma chama olímpica feita por missionários tibetanos.

Luís Humberto Marcos, diretor do Museu Nacional da Imprensa, recorda o impacto que a notícia teve, por coincidir com o mesmo ano em que Pequim acolheu os Jogos Olímpicos de Verão. "Ele não fazia concessões a ninguém. Era muito satírico nos seus traços, sobretudo quando estavam em causa políticos", afirma, recordando os vários problemas que teve por via dessa frontalidade. Durante a sua presidência, António Ramalho Eanes chegou a mover-lhe um processo

Em 2012, anunciou a sua retirada da Imprensa para dedicar-se à escultura e à escrita de memórias, mas retomou essa colaboração três anos depois, com o "Sol".

Além de ter sido reconhecido pelos seus pares em numerosos concursos, foi agraciado pela Presidência da República. Em 1994, recebeu a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique.

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