Polémica

Paulo Dentinho sai da RTP

Paulo Dentinho sai da RTP

Paulo Dentinho, diretor de Informação da RTP, colocou o lugar à disposição, na sequência da polémica relacionada com o post sobre violência sexual que o jornalista publicou no Facebook e que alegadamente visaria Cristiano Ronaldo.

Fonte próxima do Conselho de Administração do canal público disse ao JN que aceitou a disponibilidade manifestada pelo jornalista, a qual conduzirá ao seu afastamento do cargo.

No entanto, segundo declarações de fonte próxima de Paulo Dentinho ao "Jornal de Notícias", o diretor "não se demitiu, nem tinha que se demitir, mas pôs o lugar à disposição, porque entende que os cargos de direção são sempre temporários".

O JN tentou falar com Paulo Dentinho, mas o jornalista não se mostrou disponível para comentar.

A polémica estalou no passado dia 3, na sequência de um post publicado por Paulo Dentinho no Facebook, onde se referia a "homens que violam mulheres". No dia seguinte, e numa outra publicação, escreveu que há "violadas de primeira, de segunda categoria e de terceira. Depende do estatuto delas mas, sobretudo, do estatuto deles. Questão de perspetiva... Um "não" de uma puta - e tem também ela direito a dizer não - vale nada. É mercadoria. E se o violador tiver a auréola de herói nacional, é puta de certeza, no mínimo dos mínimos uma aproveita sem escrúpulo algum. Logo, puta!". Apesar de Dentinho não referir nomes, foi feita uma associação entre os posts e o caso da acusação de violação que pende sobre Cristiano Ronaldo. Na reação, Manuela Brandão, assessora de imprensa da Gestifute - empresa que representa Ronaldo - atacou o diretor de informação. Mais tarde, reagindo à dimensão que entretanto a polémica tomara, referiu: "Fiquei perplexo... não quero falar mais sobre isso. Foi um momento. E todos temos os nossos momentos".

Mais recentemente, e durante uma reunião com o Conselho de Redação (CR) da RTP, Dentinho recusou-se a responder às perguntas dos elementos daquele órgão e limitou-se a ler uma declaração, onde aludiu a um alegado complô na empresa contra si. "O diretor entende que esta situação é grave e admite dar dela conhecimento às autoridades competentes", lê-se no comunicado do Conselho de Redação, que condenou a linguagem utilizada.

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