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YouTube vai remover vídeos discriminatórios e promotores de ódio

YouTube vai remover vídeos discriminatórios e promotores de ódio

O YouTube anunciou, esta quarta-feira, que vai intensificar a luta contra conteúdos promotores de ódio, segregação e discriminação, nomeadamente os que enaltecem a supremacia branca e a ideologia neonazi.

A plataforma de partilha de vídeo diz que já é mais difícil alojar esse tipo de conteúdos na sua rede, mas quer remover totalmente qualquer conteúdo com aquele género de ofensas.

"Proibimos especificamente vídeos que afirmem a superioridade de um grupo, para justificar discriminação, segregação ou exclusão com base em critérios como a idade, sexo, raça, casta, religião ou orientação sexual", explicam os responsáveis da empresa num artigo publicado hoje no blogue da empresa subsidiária da Google, que explica que, apesar de as regras entrarem em vigor de imediato, "levará algum tempo até que o sistema se atualize".

Os responsáveis do YouTube referem especificamente os vídeos que "promovam ou glorifiquem a ideologia nazi, que é inerentemente discriminatória", como exemplo de conteúdos a ser removidos. De igual forma, serão retirados vídeos que "neguem a existência de eventos violentos cuja realidade é comprovada, como o holocausto", acrescenta o texto no blogue.

Tal como outras redes sociais, o YouTube tem sido criticado por não fazer o suficiente para remover rapidamente o conteúdo que defende o ódio, a violência ou as teorias de conspiração. "No entanto, reconhecemos que esse conteúdo pode ser valioso para pesquisadores ou organizações que querem estudar o ódio para melhor o combater", dizem os responsáveis, admitindo que estão a explorar opções para este género de situações.

O YouTube também diz que terá em conta o contexto das imagens, para proteger vídeos que "discutem tópicos como a aprovação de leis" ou que "condenam ou denunciam o ódio, fornecendo uma análise dos eventos".

A empresa explica que as restrições não violam qualquer lei de liberdade de expressão e que serão estendidos a vários países, ao longo deste ano, antecipando que as medidas reduzirão em 50% a possibilidade de visualizações de conteúdos impróprios.