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"Corredores da morte"

Leonel de Castro vence prémio Estação Imagem a olhar para os mutilados da Guiné-Bissau

Leonel de Castro vence prémio Estação Imagem a olhar para os mutilados da Guiné-Bissau

O fotojornalista Leonel de Castro foi distinguido com o trabalho "Corredores da morte", na 13.ª edição do Prémio Estação Imagem 2022 Coimbra, que anualmente premeia em Portugal os melhores trabalhos de fotojornalismo do ano.

Leonel de Castro, da agência Global Imagens, conquistou o prémio Estação Imagem na categoria Assuntos Contemporâneos com um trabalho documental sobre a Guerra Colonial em Guiné-Bissau contada pelos mutilados que combateram do lado do Exército português e das forças independentistas.

Durante a guerra, os três focos principais de combates entre as tropas portuguesas e as forças guineenses ficaram conhecidos por "corredores da morte", expressão que dá o nome ao trabalho do fotojornalista do Jornal de Notícias, que percorreu o país, recolheu as histórias e fotografou os rostos dos protagonistas. "Esses são os que falam, com a voz ou com o olhar. O silêncio é dos espaços. Dos cemitérios onde foram sepultados militares portugueses, hoje ao abandono, dos sítios onde a metralha zurziu vidas de todas as cores, das prisões do salazarismo, das memórias caladas. Um silêncio de morte. De muitos milhares de mortes", explica Leonel de Castro, que estendeu o trabalho a Angola e Moçambique, também palco desse conflito fraticida.

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O trabalho fotográfico foi publicado no ano passado na revista "Notícias Magazine", com a reportagem "Os mutilados da Guiné-Bissau".

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