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Madeira

Morreu a jornalista Lília Bernardes

Morreu a jornalista Lília Bernardes

A jornalista Lília Bernardes faleceu esta quarta-feira, aos 60 anos, no Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, vítima de uma doença prolongada.

O representante da República para a Região Autónoma da Madeira, Ireneu Barreto, manifestou pesar pela morte da jornalista Lília Bernardes, realçando "as suas qualidades profissionais no jornalismo e na cultura".

"Realço as suas qualidades profissionais no jornalismo e na cultura na Região Autónoma da Madeira onde alcançou o merecido reconhecimento regional e nacional", afirma o representante da República em nota enviada à agência Lusa.

Também a Secção da Madeira do Sindicato dos Jornalistas manifestou o seu pesar, lamentando que tenha partido "cedo demais", deixando "o jornalismo madeirense mais pobre".

O PSD/Madeira, em comunicado, elogia a luta de Lília Bernardes "pela liberdade de informação, pela imparcialidade e pelo dever de informar com rigor e isenção", sublinhando que a jornalista será lembrada pelo "seu profissionalismo e dedicação".

Já o PS/Madeira, através do seu presidente, Carlos Pereira, louvou "o contributo que [a jornalista] sempre deu para a liberdade de expressão e informação na Região Autónoma da Madeira".

A jornalista era licenciada em Comunicação, Cultura e Organizações pela Universidade da Madeira, com Pós-Graduação em Guerra de Informação/Competitive Intelligence pela Academia Militar.

Em termos de formação profissional, frequentou o Curso Intensivo de Segurança e Defesa, pelo Instituto de Defesa Nacional, tendo iniciado a carreira profissional na empresa Correios e Telecomunicações de Portugal, no âmbito da direção de coordenação dos CTT na Madeira.

Neste âmbito, integrou o gabinete comercial e marketing, coordenou o gabinete de Comunicação, Documentação e Informação (CDI), tendo participado na equipa do projeto de lançamento da rede de televisão por cabo na Madeira.

Em 1993 optou pelo jornalismo, como correspondente do "Diário de Notícias" na Região Autónoma, cargo que exerceu até outubro 2014.

Colaborou ainda em vários órgãos de comunicação social, rádio, televisão e revistas.

Atualmente, desempenhava as funções de adjunta do presidente do Governo Regional da Madeira.