"Sexta às 9"

RTP rejeita ser usada como "arma de arremesso político-partidário"

RTP rejeita ser usada como "arma de arremesso político-partidário"

A Direção de Informação da RTP-TV esclareceu, mais uma vez, que a reportagem sobre a exploração de lítio no norte de Portugal, no "Sexta às 9", só ficou pronta "horas antes" da sua divulgação, rejeitando a utilização deste caso como "arma de arremesso político-partidário".

O trabalho "apenas ficou em condições de ir para ar horas antes da sua transmissão", reiterou a Direção de Informação, em comunicado enviado às redações, depois de Rui Rio ter evocado o caso no debate do programa do Governo, na Assembleia da República, sugerindo que a emissão do programa foi retardada para não passar durante a campanha eleitoral.

"A informação da RTP não guarda notícias na gaveta em caso algum. A Direcção de Informação da RTPTV jamais tolerará ser utilizada como arma de arremesso político-partidário seja por quem for", esclarece a nota, assinada pela diretora de informação, Maria Flor Pedroso, e todos os elementos da sua equipa.

O programa "Sexta às 9", que esteve fora do ar desde o dia 19 de julho, regressou a 11 de outubro, sexta-feira seguinte às eleições legislativas. O regresso do programa estava inicialmente previsto para o dia 13 de setembro.

Costa responde com a lei

No debate no Parlamento, o líder do PSD começou por exortar o primeiro-ministro a dizer se considera que, no caso da exploração de lítio no norte de Portugal, o secretário de Estado João Galamba agiu bem "no plano legal, político e ético" e deixou um aviso: "O grupo parlamentar do PSD, uma vez instalado o Parlamento e as comissões, não vai deixar cair esta matéria, porque é nossa obrigação que fique claro o que aconteceu".

Na reposta, o primeiro-ministro invocou a lei e recuou até ao anterior Governo PSD/CDS e ao seu ministro da Economia Álvaro Santos Pereira. "A lei determina que a exploração dos recursos minerais seja atribuída à entidade a quem foi atribuída a licença de prospeção ou a quem ela indique. Tendo o senhor ministro Álvaro Santos Pereira atribuído a licença de exploração a quem atribuiu, teria de ser atribuída à mesma empresa", defendeu.

E acrescentou um novo reparo crítico ao líder do PSD: "É assim o que diz na lei e na sua passagem pela Assembleia da República convém não transformar Assembleia da República num lugar para fazer julgamentos de tabacaria, porque a Assembleia da República não é uma tabacaria".