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Sandra Felgueiras na RTP desde 2000

Sandra Felgueiras na RTP desde 2000

A jornalista Sandra Felgueiras está na RTP desde o ano 2000. Antes estagiou na SIC e no "Expresso" (em 1999) e teve uma curta experiência na Barcelona Television, em Espanha, em 1998. Coordena e apresenta o programa de investigação "Sexta às 9", da RTP1, desde 2012.

Sandra Felgueiras nasceu no Porto, em março de 1977. Tirou o curso de Comunicação Social na Universidade Nova de Lisboa, passou pelas redações do "Expresso" e da SIC e antes tinha trabalhado numa televisão espanhola - Barcelona Television.

Em 2000 surgiu a oportunidade de trabalhar na RTP. Mas três anos depois, com o surgimento do escândalo do "Saco Azul", sobre corrupção e financiamento do partido socialista local que envolvia a sua mãe, Fátima Felgueiras, pensou que a sua carreira poderia terminar, conforme revelou ao jornal "I" em 2016.

Na mesma entrevista, Sandra Felgueiras disse que a mãe "foi vítima de uma cabala terrível, num ambiente mesquinho e machista" e que evitar casos como esse é um propósitos do "Sexta às 9".

"Nunca farei aos outros o que fizeram a mim. Se no primeiro momento em que uma denúncia horrorosa caiu sobre a minha mãe o jornalista a tivesse questionado sobre o que estava a ser dito sobre ela e ela pudesse ter falado, nada disto tinha assumido estas proporções", sublinhou.

Fátima Felgueiras acabaria por se absolvida em 2011. Mas em 2015, quando a mãe se voltou a candidatar à Câmara de Felgueiras pelo movimento sempre presente, Sandra interrompeu a atividade jornalística para participar na organização da campanha.

Entrevista aos McCann

Na RTP, o seu primeiro grande caso mediático foi o do desaparecimento da menina inglesa Madeleine (Maddie) McCann em 2010, no qual chegou a entrevistar os pais da criança. E recentemente participou no documentário da Netflix sobre o assunto.

Nesse mesmo ano é convidada para ser um dos rostos do programa de informação da RTP2 "Hoje", em parceria com António Esteves.

Em 2012 arranca o "Sexta às 9", na RTP1, programa que coordena e apresenta. As investigações do programa levaram, em 2017, à demissão do então comandante nacional da Proteção Civil, Rui Esteves, por 95% da sua licenciatura ter sido atribuída por equivalências.

O programa também levaria à saída de Paula Varandas, da Direção-Geral das Artes, em 2018, depois de esta ter perdido a confiança política do Governo, na sequência da atribuição de verbas a entidades culturais às quais esteve ligada.

E nem o ministro Pedro Siza Vieira, nesse mesmo ano, foi poupado. O então ministro Adjunto acumulou durante dois meses o cargo no Executivo e o de sócio-gerente de uma empresa imobiliária.

A entrevista a Pedro Dias, condenado pelos crimes de Aguiar da Beira, antes de este se entregar à Polícia Judiciária, foi outro dos trabalhos que marcam a carreira de Sandra Felgueiras.

Os casos da não emissão, antes das eleições legislativas, da reportagem sobre a exploração do lítio em Montalegre e mais recentemente o da alegada interferência de Maria Flor Pedroso numa reportagem sobre o Instituto Superior de Comunicação empresarial (ISCEM) são os motivos da polémica entre a equipa do "Sexta às 9" e a Direção de Informação, agora demissionária, da RTP.

O primeiro caso levou a que o PSD chamasse à Assembleia da República as duas jornalistas para serem ouvidas sobre a reportagem na comissão Parlamentar de Cultura e Comunicação, no início deste mês de dezembro.

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