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TSF celebra 33 anos com emissão especial em Ovar

TSF celebra 33 anos com emissão especial em Ovar

Estação prepara mexidas. Mais informação e opinião, reforço do fim de tarde e análise de futebol. Mudança aumenta a emissão a partir do Porto.

Foi o primeiro município em Portugal a ficar fechado devido ao Estado de Calamidade, a 17 de março de 2020, e é a partir de Ovar que a TSF assinalará esta segunda-feira, 1 de março, os 33 anos de existência (a estação nasceu a 29 de fevereiro de 1988). Uma emissão especial que, explica o diretor da emissora e diretor-geral editorial da Global Media, Domingos de Andrade, coincide com um "refrescamento da grelha", com manhãs informativas com mais histórias e fim de tarde com renovado peso na antena da TSF, com mais comentadores e mais horas de emissão a partir dos estúdios no Porto. "Queremos fazer com que os ouvintes de manhã tenham a perspetiva do que vai acontecer e, ao fim do dia, tenham análise detalhada e contextualizada", antecipa Domingos de Andrade, que revela "aposta forte no online para trazer os ouvintes à antena".

"As manhãs vão ser feitas pelo Fernando Alves e pela Paula Dias. Queremos trazer histórias à antena, fazendo um equilíbrio entre hard news e um olhar para os aspetos políticos, sociais económicos, além de trazer o país real para a antena com mais reportagens e uma maior capacidade de leitura da atualidade", refere o diretor da TSF.

Alterações que querem mais público dentro, mas também novos comentadores, agora num espaço alargado de segunda a domingo: "Mantemos os cronistas de manhã, mas com a chegada de Miguel Poiares Maduro, às segundas-feiras", explica Domingos de Andrade. O antigo ministro-adjunto de Passos Coelho junta-se, ao longo da semana, ao comentador Daniel Oliveira, à diretora do JN, Inês Cardoso, à professora universitária Raquel Vaz Pinto e ao comentador Paulo Baldaia. Ao sábado, será a vez de Rosália Amorim, diretora do "Diário de Notícias", e ao domingo, a presidente da Cáritas, Rita Valadas. De segunda a sexta, a emissão seguirá com Manuel Acácio e o Fórum TSF, passando depois o resto da manhã e tarde informativas para a Redação do Porto.

Os não alinhados

O fim de tarde vai abrir ainda mais espaço ao comentário e análise, das 17 às 20.30 horas, num programa conduzido por Ana Cristina Henriques e Nuno Domingues. "A partir das 20 horas, o "Não alinhados" vai reunir figuras que, tendo um partido de base, possuem um pensamento para lá dessa pertença", diz Domingos de Andrade. Entre essas figuras estão o social-democrata Miguel Pinto Luz, o deputado socialista Sérgio Sousa Pinto, a ex-dirigente e deputada do Bloco de Esquerda Ana Drago, a deputada e antiga líder do CDS-PP Cecília Meireles, e Adolfo Gutkin, encenador argentino naturalizado português. "Com estes dois grandes blocos, queremos acompanhar os ouvintes que saem do trabalho após terem estado a ouvir a TSF no site, cujos números têm aumentado todos os meses, tendo triplicado no último mês".

Mais ouvintes em antena

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Programas como "Governo sombra" ou os espaços dedicados ao humor não sofrerão mexidas, mas haverá mais espaço para o futebol. Reforçando "uma aposta que tem vindo a ser feita em antena em relação ao Braga", sem esquecer análises aos encontros mais importantes: "No final dos clássicos, dos derbies e de todos os jogos que representem valor-notícia; encontros que, pelas características da competição, possam merecer uma abordagem mais detalhada", explica o diretor da TSF. Um modelo que quer ser mais interativo, com conversas com os ouvintes no final dos grandes jogos.

Em tempo de aniversário, Domingos de Andrade quer manter "os valores da TSF: ir ao fim da rua, ao fim do mundo, aproximar ainda mais ouvintes e seguir como uma das rádios mais influentes do país e que melhor olha para os territórios".

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