Jornalismo

UNESCO alerta para crise e ameaças crescentes à imprensa

UNESCO alerta para crise e ameaças crescentes à imprensa

A UNESCO encerrou esta segunda-feira a edição de 2021 da Conferência Global de Liberdade de Imprensa, realizada com o Governo da Namíbia, alertando para a crise económica que o setor atravessa e para as crescentes ameaças que os jornalistas enfrentam.

Estes são os dois principais pontos do documento com as conclusões do encontro, intitulado Declaração Windhoek+30, publicado após o encerramento do evento e coincidindo com o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

A UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, salienta a preocupação pelas "ameaças à segurança dos jornalistas e ao exercício do jornalismo livre", apontando assassínios e detenções de jornalistas ou restrições à liberdade de expressão por parte dos governos devido a "segurança nacional", entre outros riscos.

A organização e os participantes na conferência manifestaram-se também preocupados "com a grave crise económica" que o setor dos media atravessa, agravada em particular pela pandemia de covid-19.

"Isto representa uma ameaça existencial para os media independentes em todo o mundo", refere a declaração, que lembra que a "sustentabilidade económica da imprensa livre" é um "pré-requisito fundamental para sua independência".

Esta conferência global marcou o trigésimo aniversário da Declaração de Windhoek, redigida na altura por jornalistas africanos que reivindicavam uma imprensa livre em África e que mais tarde levou à proclamação do 3 de maio como Dia Mundial da Liberdade de Imprensa pela Assembleia Geral da ONU.

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