Televisão

ZAP aposta na produção de conteúdos e destaca bons números em Portugal

ZAP aposta na produção de conteúdos e destaca bons números em Portugal

A operadora angolana ZAP assume uma "aposta estratégica" na produção de conteúdos e ambiciona tornar-se "proximamente" no maior operador de serviços de televisão da lusofonia.

"Inaugurámos recentemente a nossa produtora em Talatona [município nos arredores de Luanda] e até ao final do ano devemos ter cerca de 300 pessoas a trabalhar nesta área de negócio", disse, ao JN, o diretor-geral da ZAP, José Carlos Lourenço.

José Carlos Lourenço explicou, ainda, que os conteúdos são, "provavelmente, o negócio que tem maior facilidade de internacionalização", apontando para "os mercados naturais" onde se fala português, não só onde existam comunidades de angolanos ou moçambicanos, mas portugueses em geral.

A atuar em Portugal desde maio, conta com cerca de 1,5 milhões de clientes. "A manter-se o crescimento dos últimos anos" poderá posicionar a ZAP, em breve como o maior operador de distribuição de serviços de televisão da lusofonia", com exceção do Brasil.

"Quando pensamos no mercado em Portugal, não podemos apenas olhar para os angolanos e moçambicanos. Os próprios portugueses têm um grande interesse cultural. Basta atentar quais as músicas mais ouvidas em Portugal. Muitas são de artistas destes países", sublinhou. "Temos o objetivo de nos assumirmos como um triângulo cultural da Lusofonia", admitiu.

Além da televisão, a ZAP explora também um complexo de cinemas nos arredores de Luanda, com dez salas e está a avaliar potenciais parcerias" que possam suscitar a abertura de novas salas noutros locais.

José Carlos Lourenço realçou que "há planos de crescimento" para "todas as áreas de negócio" e espera fechar o ano de 2019 sem resultados negativos.

A ZAP realizou na segunda-feira um evento para assinalar a chegada do canal angolano ZAP VIVA a Portugal que contou com cerca de 250 convidados e um espetáculo com artistas angolanos e portugueses.

O ​​​​​​​ZAP VIVA está disponível no pacote base da operadora NOS (cujo principal acionista é a ZOPT, uma holding controlada pela Sonae e por Isabel dos Santos) desde 11 de maio.