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Membro das Pussy Riot detida na Croácia pode ser extraditada para o Turquemenistão

Membro das Pussy Riot detida na Croácia pode ser extraditada para o Turquemenistão

Uma ativista russa, e membro do grupo de punk russo Pussy Riot, foi detida na Croácia, sob um mandado de captura emitido pelo Turquemenistão, divulgou esta quarta-feira a banda. O grupo estava em digressão para denunciar a guerra na Ucrânia e angariar fundos para ajudar o país.

Aisoltan Niyazova, de origem turquemena, foi detida pela polícia de fronteira croata no domingo, quando entrava no país desde a Eslovénia, ambos os países membros da União Europeia, revelou Maria Aliokhina, uma das integrantes do grupo, durante uma conferência de imprensa em frente a uma prisão em Zagreb.

Niyazova foi detida sob mandado de detenção da Interpol, emitido em 2002 pelo Turquemenistão, um país da Ásia Central, um dos mais fechados do planeta. "Uma pessoa inocente está atualmente detida e deve ser libertada", realçou Maria Aliokhina.

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Esta integrante das Pussy Riot, também sob ameaça de detenção na Rússia, deixou o seu país ilegalmente em maio, disfarçada de estafeta de entrega de comida.

O grupo de punk feminista russo, que iniciou uma série de concertos em meados de maio, em Berlim, para denunciar a guerra na Ucrânia e angariar fundos para organizações para o país.

Também a Amnistia Internacional exortou as autoridades croatas a "recusarem" a extradição da ativista e libertarem-na "imediatamente".

"As autoridades croatas sabem que o ativismo de Aysoltan Niyazova a exporia a um grande risco de abuso" no Turquemenistão, que "não é um país seguro para ela ou para qualquer outro defensor dos direitos humanos", salientou Julia Hall, vice-diretora desta Organização Não Governamental para a Europa, citada num comunicado.

A advogada croata da ativista detida explicou que Niyazova já tinha sido julgada na Rússia por alegadas acusações das autoridades turquemenas, acrescentando que esta cumpriu uma pena de seis anos de prisão na Rússia.

Lina Budak, que não adiantou os motivos do mandado de captura, referiu que este é um "processo político" e que o pai da ativista já tinha sido preso como opositor político e morto na prisão.

Segundo os médias croatas, a ativista é procurada por um alegado desfalque ao Banco Central do Turquemenistão.

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