Cultura

Milhares alinharam na D"Bandada

Milhares alinharam na D"Bandada

O "S. João da Música" cumpriu e o público respondeu com presença em massa, invadindo a Baixa do Porto. Jorge Palma no elétrico foi seguido por milhares e o Coliseu encheu para ouvir Aldina Duarte. À noite, o trânsito na cidade tornou-se caótico com a procura de lugares de estacionamento.

Viam-se vários balões a flutuar nas ruas do Porto, parecia S. João, mas não se sentia o cheiro das sardinhas. Ouvia-se só música - e vinda dos quatro cantos da cidade. A quinta edição do NOS em D"Bandada, a maior de sempre, voltou a encher ontem as ruas da invicta, com a promessa cumprida de 14 horas de música, com 78 concertos.

Às 16 horas, uma enchente de gente esperava ansiosamente que o elétrico 203 iniciasse viagem. Mal o veículo deu o primeiro sinal de vida, a multidão correu na sua direção - lá dentro seguia Jorge Palma. Acompanhado da sua guitarra, o cantor deu um concerto intimista para os sortudos que conseguiram entrar no trem. E quem não conseguiu subir a bordo, seguiu o concerto a pé até à Batalha, sempre com o telemóvel direcionado para o cantor português. Lá dentro, Paula Fonseca, 41 anos, ajudante de lar, que veio de Ovar para se divertir com as amigas, com quem tirava várias selfies, dançava ao som da música do cantor, de quem é fã. "Estou a adorar, é uma experiência única. Muito fixe! Pena ser de acesso tão limitado e nem todas as pessoas terem oportunidade de entrar no elétrico", comentou a fã ao JN.

No Jardim dos Clérigos, não eram só os pequenos que se divertiam. Os mais graúdos também, sentados na relva ou em pufes, entre copos de cerveja e conversa. Aquele que era o palco dos mais novos, trouxe a Banda às Riscas, composta por mimos que pediam às crianças que participassem também no espetáculo. Rui Oliveira, 37 anos, responsável operacional de logística na Maia, também ali estava com as filhas. "É um evento interessante, ajuda a revitalizar a cidade. Os concertos para os miúdos são uma ótima ideia para não ser uma coisa só com adultos" contou.

Já a rua Galeria de Paris foi o lugar eleito dos mais jovens. O Café Au Lait estava lotado por volta das 17.30 horas. O palco pertencia à banda The Sunflowers, que tocou no Indie Music Fest. "Espero mesmo é que não chova", desabafou o estudante Lourenço Correia, de 19 anos, vindo da Póvoa de Varzim. Veio acompanhado dos amigos, pela terceira vez, "para conhecerem coisas novas" e ver Moulinex. Pelas 18 horas, a Galeria de Paris sambou. As pessoas dançavam ao som dos ritmos brasileiros de Bamba Social, em frente ao Chico Queijo. Sofia Liberal, professora de 45 anos e do Porto, assistia ao concerto que para ela "foi uma surpresa". "Estou a gostar muito. Fiquei admirada com a pontualidade. Vim para ver Miguel Araújo e Jorge Palma, mas este concerto foi uma surpresa", disse a professora.

Por volta das 17.30 horas, já várias pessoas esperavam à porta do Coliseu do Porto a fadista Aldina Duarte. A fila estendia-se pela Rua Passos Manuel e às 19.15 horas começaram a marcar o seu lugar. Quando os lugares sentados ficaram preenchidos, foi o chão que acolheu muitos dos fãs de Aldina Duarte. Quando o relógio marcou as 19.30 horas, apagaram-se as luzes e fez-se silêncio para se cantar o fado.

Cerca das 22.30 horas, ainda eram muitos os que tentavam encontrar um espaço para parar o carro e seguir na D'Bandada.

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