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MIMO fez da Baixa do Porto um recinto de festival

MIMO fez da Baixa do Porto um recinto de festival

Milhares de pessoas acorreram, na sexta-feira, aos primeiros concertos e atividades do novo festival de música e artes da Invicta. Quota de brasileiros e turistas pedia meças com a de portugueses. Asha, Chico César e Mario Lucio foram as principais atuações na primeira noite

Transformada em recinto de festival, toda a área entre a Praça do Carmo e o Largo Amor de Perdição, semeada por zonas de restauração e bancas de cerveja, acolheu os primeiros milhares que responderam à chamada do MIMO, que se estreou no Porto com a ocupação de onze espaços, entre igrejas e edifícios históricos, propondo um cartaz que inclui concertos, performances, sound systems, vídeoarte e oficinas.

Na noite de sexta-feira, destacaram-se as atuações da franco-nigeriana Asha, que propõe uma elegante leitura do afrobeat de Fela Kuti, inserindo elementos de r&b, soul e rock; a apresentação do novo disco do brasileiro Chico César, "Vestido de amor", que junta sonoridades de vários continentes e serve letras bem urdidas sobre relações amorosas, multiculturalidade e política - gerou mesmo uma espécie de comício pró-Lula da Silva durante alguns minutos; e as canções cálidas de Mario Lucio, compositor e ex-ministro da Cultura de Cabo Verde, que desvendou também o seu mais recente trabalho, "Migrants (Shakespearience)".

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O MIMO continua este sábado com concertos de Pedro Burmester & Quarteto de Cordas de Matosinhos (Igreja dos Carmelitas, 19 horas) Duoud (Tunísia), Ray Lema (Congo) e o português Branko (tudo no Largo Amor de Perdição, entre as 21 horas e as 23.55), além de uma miríade de eventos artísticos que se espalham pela Baixa.

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