Porto

MIMO: final de tarde com diversidade de melodias e culturas

MIMO: final de tarde com diversidade de melodias e culturas

O último dia do MIMO chegou e com a panóplia de concertos igual à do costume, em lugares já conhecidos, horários próximos uns dos outros e sempre com um público bastante dedicado.

Manuel de Oliveira encheu a Igreja Nossa Senhora da Vitória apenas com a força de uma guitarra, às 17.30 horas. Com um arranque atrasado, o músico foi capaz de fundir uma banda num homem só e, acompanhado da guitarra, colocou cada um que o ouvia a "navegar num mar sossegado". Trouxe ao palco a percussão, nomeadamente, a pandeireta, entrelaçando os sons numa melodia só que ecoava no silêncio do público atento. O amor e carinho foi tanto que, ao homenagear Zeca Afonso, conseguiu que cada pessoa na plateia se levantasse e o aplaudisse de pé.

Um pouco mais acima da rua, na Igreja de São Bento da Vitória, o propósito era outro. Nishat Khan, músico indiano que, através do instrumento simbólico do país, o sitar, conseguiu ser melodia de fundo, para meditações e momentos de introspeção, onde, até pés descalços se podiam ver. A igreja abarrotava, os bancos quase quebravam com a quantidade de pessoas que os ocupavam e, até ficar no chão, foi uma opção para os que sobravam.

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A fila para entrar continuava interminável, de tanta que era a vontade de sentir, nem que por cinco minutos, a espiritualidade de Nishat. Para quem preferiu um concerto muito mais teatral, não ficou a perder pois, no Pátio do Museu da História Natural e da Ciência do Porto, tocava Maria João & Mário Laginha que, nas palavras da artista, celebram este ano 40 anos de amizade - "é obra, Mário" concluiu a cantora.

À conversa com o público, a cantora contava histórias, ria e fazia rir as centenas de pessoas que a ouviam e a aplaudiam, quase a cada palavra que a artista dizia. Com os lugares maioritariamente ocupados, tanto em cadeiras, como de pé e ainda sentados no chão, o público acompanhava a expressividade e o sentimento demonstrado pelo duo. Muito mais do que uma simples atuação, os músicos partilhavam o palco como íntimos amigos e, enquanto cantava, Maria João dirigiu-se ao pianista e declamou: "Olha para mim toda contente com você, moço bonito".

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