Óbito

Morreu o desenhador Eduardo Salavisa

Morreu o desenhador Eduardo Salavisa

Morreu, este sábado, o desenhador Eduardo Salavisa, aos 70 anos, vítima de cancro.

A morte foi confirmada pelo Museu Bordalo Pinheiro, de Lisboa, onde está patente a sua mais recente exposição, "Um Cadeirão e 96 Retratos". A mostra era já vista como uma despedida: convidou os amigos mais próximos a visitá-lo para serem desenhados por si.

O gosto que Eduardo Salavisa tinha pelo desenho levou-o a trabalhar com várias instituições portuguesas - sozinho ou com os Urban Sketchers Portugal - em diversas ocasiões, ministrando cursos de desenho, participando em tertúlias e fazendo exposições dos seus trabalhos.

Nasceu em Lisboa, em 1950, e licenciou-se na Escola de Belas Artes de Lisboa, em Design de Equipamento. Começou por trabalhar em Design Industrial, concebendo algumas peças que depois de produzidas, eram comercializadas, em número reduzido. Dizia que as que lhe davam mais gozo eram os brinquedos de madeira. Desiludido com o Design, decidiu dedicar-se à pintura.

Até começar a centrar-se no desenho dos "Diários de Viagem", registos sistemáticos do quotidiano em Portugal e várias zonas do Mundo, com um vincado caráter lúdico e simultaneamente didático. Muitos destes livros foram publicados pela editora Quimera.

Foi professor no ensino secundário na Escola Secundária Pedro Nunes, em Lisboa. Além de fazer o seu próprio Diário, não só em viagem, mas quotidianamente, estuda os de outros autores, como os de Hugo Pratt ou Le Corbusier .

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O Museu Arpad Szenes Vieira da Silva também deixou a sua homenagem, com um desenho da instituição feita por Salavisa, legendado com a frase: "Para sempre a desenhar para o futuro".

Os Urban Skechers também reagiram à morte de um dos seus fundadores: "O Eduardo além de ser a maior referência do universo dos diários gráficos e do urbansketching em Portugal e uma das grandes referências no Mundo, foi um dos fundadores da Associação, e tem sido um elemento estrutural da mesma desde a sua origem, sendo membro integrante de praticamente todas as direções, com excecão da atual".

No seu blogue, a associação salientou o "enorme legado que nos deixa, pelos desenhos que publicou, pelos cadernos que desenhou, pelos amigos que fez, e por tudo o que criou. Só nos cabe seguir os seus passos".

A exposição no Museu Bordalo Pinheiro devia encerrar amanhã, dia 8, mas será alargada até dia 15 de novembro.

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