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Municipalização da cultura é "um problema de ricos"?

Municipalização da cultura é "um problema de ricos"?

Dez cidades reuniram-se à mesma hora para discutir competências das câmaras. Sem financiamento das autarquias não haveria cultura fora das grandes cidades.

Se não fosse o investimento municipal na cultura, não haveria cultura fora de Lisboa e do Porto. Este é o principal consenso que resulta de quatro dos dez debates simultâneos sobre "municipalização da cultura", que a associação Acesso Cultura promoveu na terça-feira à tarde em dez cidades portuguesas (Porto, Lisboa, Famalicão, Évora, Torres Novas, Faro, Funchal, Castelo Branco, Ponta Delgada e Angra do Heroísmo), e aos quais o JN assistiu.

A reflexão alargada sobre o financiamento, o funcionamento e a autonomia criativa das estruturas culturais foi precipitada por um artigo de opinião publicado, em outubro, na Imprensa, pelo historiador Rui Matoso (presente no debate de Lisboa), em que o autor alertava para a "instrumentalização do fenómeno cultural na engrenagem do dispositivo municipal". E acrescentava: "Observando e escutando o que se passa nos municípios, fica-se com a ideia de que os presidentes de Câmara e vereadores são como príncipes da cultura e cidadãos seus subalternos".

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