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Museu do holocausto no Porto mostra horrores dos nazis

Museu do holocausto no Porto mostra horrores dos nazis

D. Manuel Linda, bispo do Porto, e Abdul Rehman, líder do Centro Cultural Islâmico, estão convidados para a inauguração do Museu do Holocausto do Porto, que estava para ser na quarta-feira e que fica adiada até ao levantamento das restrições sanitárias.

Na cidade da tradição liberal e de todas as tolerâncias, a concórdia inter-religiosa apadrinhará o espólio dos guetos, dos campos de concentração e do extermínio brutal de seis milhões de judeus, a que presidirá, primordialmente, a função de lembrete e de permanente vigilância a qualquer tentação de retorno ao passado de tantas cicatrizes e que tanto dói aos judeus portuenses descendentes das vítimas de Auschwitz, de Treblinka e de tanta barbárie nazi.

O Porto é a primeira cidade ibérica a ter um memorial da deportação e do genocídio de seis milhões de judeus. No museu da "Shoá", ali ao Campo Alegre, nas cercanias da sinagoga que congrega a Comunidade Judaica do Porto (CJP) desde 1938, também se persegue uma certa reconciliação da Estrela de David com Miragaia, S. Nicolau, Vitória e todas as vielas da História, na encruzilhada da Inquisição e da expulsão dos judeus que ajudaram a fundar os alicerces do Porto nuclear, bem antes dos da própria nacionalidade.

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