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João Só apresenta "Nada é pequeno no amor" no Porto

João Só apresenta "Nada é pequeno no amor" no Porto

Disco "sem restrições" e para a toda a família escrito num tempo de confinamento mostra o lado mais íntimo do cantor e compositor. Concerto esta quarta-feira na Casa da Música.

Cantor, compositor e artista com 12 anos de carreira, mas com 33 anos de música em cima. É assim que João Só se apresenta. Editou recentemente o quinto álbum, "Nada é pequeno no amor", que nasceu em casa durante a pandemia. É apresentado no Porto esta quarta-feira, na Casa da Música.

João Só nasceu em Coimbra e vive em Lisboa desde os nove anos. Cresceu a ouvir Beatles, James Taylor, Elliott Smith e afirma que a culpa destas influências musicais é da mãe e da tia. "A minha mãe toca e canta e foi ela que me ensinou a tocar guitarra. Sempre se cantou muito lá em casa, por isso fui condenado a esta carreira, não me deram outra hipótese", afirma, entre risos, ao JN.

Mas Só não nasceu com João. "O meu apelido de família é Pinto Basto e quando assinei o primeiro contrato era João PB, mas disseram que ficava esquisito. E a Rafaela Ribas, a minha agente na altura, disse: "Olha, como gostas do Jorge Palma, porque não fica João Só, em homenagem?". O que é irónico porque estou sempre rodeado de pessoas e a trabalhar para milhares de pessoas."

Em 2009 nasceu o primeiro álbum, "João Só e Abandonados". Seguiram-se "Coração no chão" (2013), "Até que a morte nos separe" (2015) e "O bom rebelde" (2018). Pelo meio, um EP com Miguel Araújo (que aqui assina como Mendes) em 2010, "Não entres nesse comboio, amor".

João Só escreve desde os 15 anos e sempre em português. "Cresci a ouvir bandas anglo-saxónicas, mas não só. Os meus pais, para poderem dormir mais um pouco, deixavam uma cassete do Rui Veloso ao vivo no Coliseu pronta e eu só tinha de dar play. Era o que ouvia todas as manhãs, por isso foi sempre uma premissa escrever em português."

"Nada é pequeno no amor" nasceu de uma necessidade. "Eu já tinha um disco pronto com canções pop e fora do baralho", mas a pandemia levou-o a compor o que lhe apetecia. "Escrevi um álbum mais íntimo, que fala de alguns demónios interiores, com pensamento incomuns. Fala diretamente dos meus filhos, de ser pai, marido, e isso está a tocar imensas pessoas. É um disco para diversos públicos."

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O álbum está disponível em formato físico, incluindo em vinil, e no digital.

A 24 de novembro, João Só esgotou o Teatro Maria Matos, em Lisboa. "Foi um espetáculo muito íntimo, só com duas guitarras e convidados. Estava muito exposto, mas depois de quatro músicas já me sentia em casa. Espero levar isso ao Porto."

João Só atua esta quarta-feira, dia 1, pelas 21.30 horas, na Sala 2 da Casa da Música. Participam Tiago Nogueira (de Os Quatro e Meia), Miguel Araújo, Nena e a dupla Miguel e João, vencedores da última edição de "The voice Portugal".

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