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Nuno Faria nega que Museu da Cidade possa perder creditação

Nuno Faria nega que Museu da Cidade possa perder creditação

O diretor artístico do Museu da Cidade, Nuno Faria, nega que o equipamento portuense possa perder a creditação depois de avaliado pela Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC). "Essa interpretação é errónea e abusiva", garantiu, esta quarta-feira, ao JN.

A notícia do risco de perda de creditação do Museu da Cidade espalhou-se rapidamente na semana passada, depois de a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), citada pela agência Lusa, ter feito saber que as "alterações já efetuadas no Museu Romântico" - desde agosto designado Extensão do Romantismo - iriam ser "apreciadas tecnicamente" para aferir se cumprem "os requisitos de credenciação".

A DGPC explicou ainda que se as alterações verificadas - e que espoletaram uma enorme onda de críticas - não cumprirem os requisitos necessários à manutenção da respectiva credenciação, pode "propor o cancelamento da creditação".

Questionado pelo JN, Nuno Faria, diretor artístico do Museu, negou essa possibilidade e garante que a explicação da DGPC foi "mal interpretada".

"Não só o Museu não vai perder a credenciação, como estamos a trabalhar em conjunto com a Rede Portuguesa de Museus (RPM) para adaptar o nosso projeto à nova realidade de Museu."

E sublinhou: "Acabámos de ter uma reunião na DGPC, com a Rede Portuguesa de Museus, em torno da transformação e da releitura que encetámos em 2019. A morfologia do projeto complexificou-se em 2020, porque as transformações são muito amplas, mas sempre fomos dando a conhecer o que estava a ser feito".

De resto, continua, "o processo de trabalho está numa fase intermédia e quer nós, quer a DGPC, estamos muito felizes com o rumo que estamos a seguir. Perder a credenciação não está em causa", insistiu.

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O Museu da Cidade é composto por vários espaços, a que a direção artística chama estações. A estação mais controversa é a da Extensão do Romantismo, instalado na Quinta da Macieirinha, que foi reinaugurada a 28 de agosto, com uma homenagem a Júlio Dinis. A substituição do recheio da casa levou a que fosse criada uma petição para a reposição do espólio.

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