Património

O Centro Histórico de Guimarães é Património da Humanidade há 20 anos

O Centro Histórico de Guimarães é Património da Humanidade há 20 anos

A Cidade Berço encerra esta quarta-feira um conjunto de iniciativas destinadas a assinalar o "momento marcante" da classificação como Património Cultural da Humanidade, ao mesmo tempo que trabalha para alargar a área classificada.

A data precisa do aniversário assinalou-se na segunda-feira, dia 13, por isso, nesse dia, os sinos das igrejas do Centro Histórico tocaram a rebate, às 13.12 horas. Além deste momento simbólico, a data em que a UNESCO reconheceu Guimarães como uma cidade "excecionalmente preservada" foi marcada por exposições de fotografia, ilustração, conferências, concertos e pela disponibilização do livro online "Guimarães, Cidade Património - Um objetivo estratégico", a partir do arquivo da candidatura do Centro Histórico de Guimarães a Património Mundial.

Paulo Lopes Silva, vereador responsável pela área da Cultura, afirma que este foi "um momento marcante para Guimarães, resultado de um trabalho de recuperação que começou mais de 20 anos antes. Um trabalho que vem desde a década de 80, quando apareceu o Gabinete Técnico de Recuperação do Centro Histórico, que recuperou a área que depois veio a ser classificada".

"Há um forte sentido de identidade nos vimaranenses, principalmente dos vivem no Centro Histórico, por sentirem que fazem parte deste património coletivo", destaca o vereador. Paulo Lopes Silva sublinha que esta zona, classificada pela UNESCO, "é um espaço com vida onde continua a haver habitantes e até novos moradores".

Na mesma altura em que olha para trás, para estas duas décadas de classificação do seu centro urbano pela UNESCO, Guimarães prepara-se para uma nova candidatura, desta vez da zona de Couros. Este alargamento, a verificar-se, duplicaria a área classificada.

Couros é uma zona da cidade de Guimarães que se estende para sul do Centro Histórico. Trata-se de um povoado que cresceu fora do casario delimitado pela muralha medieval, aproveitando a água da ribeira de Couros para alimentar aquela que foi, durante muitos anos, uma das industrias mais importantes da cidade, os curtumes. Este povoado foi engolido pelo crescimento da urbe e há muito que está no coração da cidade.

É este património industrial e a memória do trabalho dos couros, caídos no esquecimento durante muito tempo, que se pretende agora ver classificado.

PUB

Os edifícios daquela zona têm vindo a ser reabilitados, agora para outros usos. Em Couros, encontra-se o Centro de Ciência Viva, o Instituto de Design de Guimarães, a Pousada de Juventude e um polo da Universidade do Minho. Brevemente, deve ser inaugurado o Teatro Jordão, histórica sala de espetáculos vimaranense, agora recuperada e que, juntamente com o edifício da antiga Garagem Avenida, vai receber o curso de Teatro e Artes Visuais da Universidade do Minho e a Escola de Música da Academia Valentim Moreira de Sá. Embora tenham frente para a Avenida D. Afonso Henriques, os dois edifícios estão também inseridos na zona de Couros.

O avanço da candidatura de Couros, depois de ter sido inscrita na Lista Indicativa de Portugal ao Património Mundial da UNESCO em 2016, está pendente do reconhecimento do bem como monumento nacional, condição indispensável para avançar com a candidatura junto da UNESCO.

Do programa das comemorações dos 20 anos de Património Cultural da Humanidade ainda é possível aproveitar, esta quarta-feira, às 21.30 horas, no grande auditório do Centro Cultural Vila Flor, o concerto IMATERIAL de Mário Lundum.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG