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O punk que renasceu com a viola campaniça

O punk que renasceu com a viola campaniça

"Subterrâneos" é o terceiro álbum de O Gajo, músico que largou as guitarras distorcidas e quis "transportar" pessoas com um instrumento ancestral.

Viveu na agressividade do punk durante mais de 20 anos, distorcendo e acelerando guitarras em ambientes caóticos, mas a sua identidade como músico estava por descobrir. Encontrou-a já maduro e num lugar inesperado, num cordofone tradicional do Baixo Alentejo - a campaniça. Desde então, é O Gajo. E o que ele faz à viola é pura feitiçaria.

Nascido em Lisboa nos anos 1970, nada na infância de João Morais augurava um futuro nas artes. "Ninguém ouvia música em minha casa, a cultura não era valorizada." Mas a frequência na escola artística António Arroio fê-lo contactar com "um ambiente revolucionário, onde a música se misturava com a política e com a vontade de intervir." Passou pelos Corrosão Caótica e Gazua (que lançaram discos até 2015). Mas continuava sem convencer os pais quanto ao seu valor artístico. Desistiu do design em prol da música, que fora o seu "primeiro amor", e começou a fazer tatuagens para pagar as contas. Caminhava para ser um anónimo fora do circuito do "crossover" e do "hardcore".

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